Quem pode nos ajudar?

Estamos ainda em mar revolto. A tempestade parece que perdurará por longo tempo.  Não conseguimos avistar o horizonte e nem o porto, claro que já não temos o mesmo estado de pânico, os sobressaltos que vivemos no início da travessia, mas não podemos negar que continuamos experimentado momentos de insegurança e de desconforto.

Agora somos assaltados também pelo cansaço psicológico, além do físico que nos cansa devido ao uso obrigatório da mascará e de tantas outras exigências. No entanto, uma coisa é verdade: tomamos consciência de que sozinhos não será nada fácil vencer, por isso precisamos nos ajudar uns aos outros.

Nesta situação, quem pode nos ajudar e como podemos ajudar? Com certeza, há muito o que fazer.

Podemos ajudar com um aceno de mão, com um sorriso, com um olhar de simpatia, com um cumprimento, demonstrando que nos viram, que nos reconheceram, que se deram conta de que existimos.

Podem ajudar-nos todos aqueles que tirarem um tempinho para fazer-nos uma ligação telefônica com uma palavra de carinho.

Podem nos ajudar aqueles que demostrarem amor pela nossa vida e cuidados com a sua vida, aqueles que transmitirem esperança e compreensão, amizade.

Podem nos ajudar aqueles que não forem amargos, tristes, revoltados toda a vez que estiverem em nossa companhia.

Podem nos ajudar aqueles que gastarem um minuto de seu tempo conosco e com os outros, quando, ao nos encontrarem, expressarem uma palavra de carinho.

Podem nos ajudar aqueles que nos acolhem com simplicidade, com alegria, sem grandes cobranças, que aceitam nossas limitações e fraquezas, que nos acompanham na busca dos sonhos, que alimentam nossa esperança.

Podem nos ajudar todos os que manifestarem otimismo, entusiasmo, amor pelo mundo e pela natureza.

Podem nos ajudar aqueles que nos dão exemplo de solidariedade, de humanidade e compaixão, sobretudo, com os sofredores e doentes.

Podem nos ajudar aqueles que falam de esperança, que transmitem paz, promovem harmonia e concórdia.

Podem nos ajudar aqueles que não nos consideram inúteis, descartáveis e sem importância, que nos encorajam, estimulam e não nos permitem desanimar ou desistir.

Podem nos ajudar aqueles que nos valorizam muito mais pelo que somos do pelo que pelo que produzimos, fazemos ou temos.

Podem nos ajudar aqueles que guardam e expressam fidelidade na amizade, especialmente, nos momentos mais dolorosos, aqueles que nos momentos críticos estão ao nosso lado, mesmo que usem máscaras na boca, mas que permanecem com o coração aberto e compassivo.

Podem, sim, nos ajudar aqueles que cultivam valores éticos, morais e humanos.

Por fim, podem nos ajudar aqueles que oram por nós, mesmo que não saibamos e, certamente, são muitos.  Acredito, pois, que assim possamos atravessar mais essa etapa da viagem, amenizando a tempestade.

Pe. Xiko

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