Outubro: um mês especial

Outubro sempre foi para nós um mês especial, pois é um mês primaveril, é quando toda a natureza se renova e se reveste dos mais variados matizes. É também o mês em que celebramos São Francisco de Assis o santo protetor dos animais, a Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, o dia da criança, do médico, do professor, entre tantos outros. No entanto, quero me deter na dimensão religiosa chamada pelo Papa Francisco  mês missionário extraordinário.

Para melhor entendermos o sentido deste mês, o Papa nos apresenta os objetivos e nos dá orientações do que fazer à luz do tema: “Batizados e envidados”.

Segundo ele, o mês missionário extraordinário tem como objetivos: despertar, em maior medida, a consciência da missão além fronteiras; ou seja, despertar a consciência de que todos somos missionários, cada qual no seu estado de vida e lugar onde vive; retomar com novo impulso a transformação missionária da vida e da pastoral, tornando novo o impulso que recebemos em nosso Batismo; aumentar o amor pela missão que “é uma paixão por Jesus e uma paixão pelo seu povo”, pois o dom que recebemos em nosso Batismo não é algo para vender, mas uma riqueza para dar, comunicar, anunciar: eis o  verdadeiro sentido da missão. Recebemos gratuitamente este dom e gratuitamente o partilhamos (cf. Mt 10,8) sem excluir ninguém. Todos merecem receber a oferta do tesouro do Evangelho. Para tanto, somos convidados a ver o mundo, a sociedade “com os olhos e o coração de Jesus Cristo”.

E o papa segue dizendo que para isso, precisamos renovar nosso encontro pessoal com a pessoa de Jesus, com seu amor gratuito por nós; que somos convidados a frequentar a Palavra de Deus e buscar nela a força para sair levando o dom de Deus. Necessitamos olhar para a vida dos nossos heróis, os santos que testemunham essa dimensão de santidade, não para imitá-los, mas para nos inspirar neles sem esquecer a caridade fraterna, elemento fundamental da missão.

O papa Francisco nos alerta ainda para alguns pecados contra a Missão que a dificultam ou até a impedem: a omissão que nos paralisa e nos engessa; o pessimismo; as lamentações, como dizer que tudo está mal na Igreja e no mundo;  os medos que nos prendem em nós mesmos; isto é, centrarmos em nós, em nossas dores e esquecermos os outros.

Enfim, para que vivamos o mês missionário com intensidade, o Papa Francisco nos faz uma convocação: “Convoco todos a superar a tentação do pessimismo, da acomodação, do individualismo, do tradicionalismo. Abri vossos corações à jubilosa novidade do Evangelho, com renovado ardor, confiança e esperança. Por favor, não vivamos uma fé de sacristia. Se a Igreja não vive em saída, não é Igreja”.

Portanto, sejamos sensíveis ao clamor do nosso Papa e vivamos autenticamente este mês missionário saindo de nós mesmos, indo ao encontro dos irmãos que precisam da nossa solidariedade e atenção.

Pe. Xiko

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