Padre José Gilberto Beraldo

Assessor Eclesiástico 1975-1989 / 1994-2009
Data de Nascimento: 14/03/1932
Data de Ordenação: 20/12/1958

Nascido em 14 de março de 1932, Padre JOSÉ GILBERTO BERALDO, foi ordenado sacerdote aos 26 anos, em 20 de dezembro de 1958, na Capela da Santíssima Trindade, do Seminário São José da Arquidiocese de Botucatu, no estado de São Paulo, Brasil, pelo Arcebispo Enrique Golland Trindade, OFM

Durante seus primeiros anos de sacerdócio, era Pároco da Catedral da Arquidiocese de Botucatu, Vigário Episcopal Regional e Mestre no Seminário São José.
Reza a história que, enquanto servia como pároco da Catedral de Botucatu, decidiu abrir um restaurante em frente à igreja para servir às confraternizações dos paroquianos e ao mesmo tempo como fonte de recursos para a Paróquia. A verdade, dizem quem o conhece, é que ele sempre teve o talento de "Chef", e sua mãe, como uma verdadeira "Mamãe Italiana" tinha uma qualificação especial para as massas ... EUCARISTIA , o P. Beraldo continuou a servir a sua comunidade, agora na Mesa do Restaurante, dando assim um testemunho de serviço e humildade.
Sua ligação com o Cursilho começou em 1967, quando um padre da mesma Arquidiocese, com quem mantinha contatos pessoais e pastorais com a Arquidiocese de Campinas, tomou conhecimento do Movimento dos Cursilhos, então em pleno florescimento naquela Arquidiocese, e motivado por essa informação, sugeriu ao Arcebispo de Botucatu que enviasse um padre a Campinas para participar e conhecer dessa nova experiência pastoral e ver a possibilidade de trazê-la para a diocese, missão que é confiada ao padre Beraldo por seu pároco. Convidado a viver o Cursilho Masculino nº 54 de São Paulo, em setembro de 1967, aceitou, e como não poderia deixar de ser, "o Senhor faz o dever de casa", como ele próprio admitiria em entrevista concedida a Revista Alavanca de São Paulo:

“É desnecessário dizer do verdadeiro encantamento que surgiu naqueles dias por tudo o que significava o Cursilho – especialmente o retorno de tantos “filhos pródigos” para o abraço do Pai... Lembro-me até hoje – sempre que chega o encerramento à mente – da minha manifestação entusiástica final. No auditório do Colégio Assunção, diante de Jesus Crucificado, abri meu coração para uma apaixonada declaração de amor à Igreja e, ali mesmo, renasceu minha opção pelo ministério sacerdotal. Naquela mesma noite – e já tarde da noite – não senti nenhum cansaço pelos três dias, como se sabe, tão sobrecarregados e, muito menos pela relativamente longa viagem de volta a Botucatu... Viajei cercado de alegria e entusiasmo daqueles que pareciam ter redescoberto o caminho do seguimento de Jesus."

A princípio, recém-saído de seu Cursilho, e vibrando com o entusiasmo dos leigos participantes, e como pároco de uma paróquia "sui generis", como uma Catedral (frequência relativamente limitada de fiéis), imaginando um templo cheio de homens – sempre muito raro nas celebrações – dispostos a fazer leituras nas missas dominicais, a assumir responsabilidades nas equipas administrativas da paróquia, e – porque não? – Ao verificar um círculo de amigos mais próximos do padre, ele começa a descobrir nos leigos possibilidades de reconstruir uma Igreja 'interior'.
Tendo vivido a experiência do Cursilho, assumiu em 1968 a tarefa de introduzir a MCC em sua Arquidiocese de Botucatu, contando com a ajuda e apoio das Dioceses de Sorocaba e Bauru.
Para isso, ia semanalmente à Escola de Líderes de São Paulo, o que na época era uma verdadeira "aventura": saía de Botucatu todas as segundas-feiras às 17h, chegava à Escola Cristo Rey, na Vila Mariana, pouco depois das 20h, participou das atividades da Escola até as 23h, e enfrentou uma viagem de 260 quilômetros de volta a Botucatu, chegando a tempo de celebrar sua missa das 6h às terças-feiras...
E com o passar do tempo começou a alargar os seus horizontes pastorais, descobrindo também na ICM, na medida em que se interiorizou e se interessou pelo seu Carisma Original e pelos seus objetivos, a autêntica vocação dos leigos: ser e viver um Igreja 'fora', em meio às realidades do mundo: família, profissão, relações sociais, etc.
Por ocasião do Terceiro Encontro Interamericano, realizado em maio de 1972, em Itaici, Brasil, foi convidado a participar como Diretor Espiritual da Equipe da Cozinha.
Mais tarde, o Padre Pablo Cañelles, então Assessor Eclesiástico da Secretaria Nacional do Brasil, convidou-o a acompanhá-lo nestas tarefas.
Em 1974, proposto pela Assembleia Nacional da MCC do Brasil e nomeado pela Conferência Episcopal do Brasil (CNBB), assume as funções de Assessor Eclesiástico da Secretaria Nacional, responsabilidades que exercerá por 30 anos com grande dedicação e empenho. .
Além de participar durante estes anos em mais de 200 Cursilhos, participará em numerosos Cursilhos para Líderes, Reuniões de Reciclagem e Atualização, Assembleias Regionais, bem como todas as Assembleias e Encontros Nacionais realizados em várias Dioceses do país, e em quase todos os Encontros Internacionais e Mundiais do Movimento.
No II Encontro Mundial, realizado em 1972, em Palma de Mallorca, Espanha, foi escolhido para integrar a Equipe encarregada de escrever o livro "Ideias Fundamentais da MCC" em sua primeira edição.
Ao ser eleito na Alemanha como Sede da OMCC para o período de 2001 a 2006, o Brasil é designado como Assessor Eclesiástico da Organização Mundial da MCC, função na qual terá importante papel no processo que levou à o reconhecimento oficial do Movimento pela Santa Sé e a aprovação do Estatuto do OMCC.
Em 2012 foi nomeado Conselheiro Nacional Benemérito Life Life do MCC do Brasil, e nessa qualidade tem continuado a participar, dentro dos limites de suas possibilidades de saúde e idade, das reuniões e outros eventos programados pelo Grupo Executivo Nacional de Brasil. , bem como em um grande número de eventos internacionais do Movimento para os quais é convidado permanentemente.
Em outubro de 2017, quando o México foi escolhido no Chile como Sede do OMCC para o período 2018-2021, Padre Beraldo foi convidado a se tornar Consultor Eclesiástico do Comitê Executivo e de lá entregar não apenas sua experiência, mas fundamentalmente seu testemunho .
Estudioso, de profunda formação teológica e humanista, durante seu mandato como Assessor Eclesiástico da Secretaria Nacional do Brasil, deu início à publicação das "CARTAS MENSAIS ", que com uma regularidade quase cronométrica, foi publicada até o final de 2021, não apenas para o MCC do Brasil, mas também, traduzido para o espanhol por um amigo chileno, é enviado ao Conselho Nacional Secretarias do continente e a muitos líderes de outros países.
Também escreve regularmente para a revista "ALAVANCA", do MCC do Brasil, e para diversas revistas das Secretarias Nacionais do GLCC, além de ter publicado, entre outros, livros com a Coleção de suas Cartas, e o "Decálogo de uma Nova Evangelização Inculturada”.
Sua participação na ICM do Brasil, pelo menos em nível de coordenação nacional, e sua intensa atividade em nível internacional traduziram e sempre refletiram uma atitude aberta à ação do Espírito Santo, sempre pronta a conformar-se às diretrizes da Igreja eclesiástica. Magistério, para rever e tomar decisões corajosas de atualização nos três tempos do Movimento, sempre em atitude de diálogo com os Pastores e sempre sensível aos "sinais dos tempos" de que fala o Vaticano II.
O seu trabalho a nível internacional significou, por vezes, enfrentar desafios de certas correntes conservadoras ou tradicionalistas, que levaram alguns a confundir o autêntico Carisma Original da ICM - contido segundo as "Ideias Fundamentais" na definição do Movimento, e reconhecido pela Igreja, mediante a aprovação do Estatuto da OMCC pelo Pontifício Conselho para os Leigos da Santa Sé – com práticas que orientam a MCC a desprezar a ação da evangelização dos ambientes, pois, embora valiosa e essencial, a A simples amizade entre as pessoas que vivenciam o Cursilho não é suficiente para construir justiça, fraternidade, solidariedade e perdão em uma sociedade cada vez mais distante do projeto de Deus.
Nesse sentido, para Pe. Beraldo, como reiterou no Encontro dos Países do Cone Sul do GLCC, realizado em Mendoza, Argentina, de 12 a 15 de julho de 2018, cada cristão e cada comunidade deve discernir qual é o caminho que o Senhor lhe pede, mas todos somos convidados a acolher este chamado: sair do próprio conforto e ousar chegar a todas as periferias que precisam da luz do Evangelho”. (Cf. EG 20).
Daí a absoluta necessidade de que a ICM promova a formação integral dos leigos que dela participam, para que se tornem autênticos seguidores de Jesus e corajosos anunciadores do seu Evangelho, sem nunca perder de vista que a ICM, sempre guiada por Segundo seu Carisma Original , é um instrumento precioso para realizar o que o Papa Francisco insiste em propor para toda a comunidade eclesial, ou seja, uma “Igreja em saída”.
A sua idade e a sua saúde, de qualquer modo, não puseram fim à sua inquietação e zelo apostólico e ao seu amor pelo Movimento, pelo qual, como ele mesmo assinala na referida entrevista: “ continua a rezar para que a ICM nunca perca de vista os horizontes do seu Carisma Original, para o qual o Divino Espírito Santo o inspirou, e continue se atualizando sempre de acordo com os Documentos e as orientações pastorais do Magistério em todos os níveis eclesiais ”.

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