REFLEXÕES PE.BERALDO

Sementes do Reino

Um é o que planta, outro o que rega, mas é sempre Deus que dá o crescimento

(crf. ICor 3,6)

Sementes do Reino - 10ª Edição

Aquele que havia recebido cinco talentos entregou-lhe mais
cinco, dizendo: ‘Senhor, tu me entregaste cinco talentos.
Aqui estão mais cinco que lucrei’. O senhor lhe disse:
‘Parabéns, servo bom e fiel!.


(Mt. 25, 20-21)

Introdução

Sigamos refletindo sobre a parábola dos talentos confiados a alguns de seus empregados por um patrão “que ia viajar para o estrangeiro”... “Depois de muito tempo, o senhor voltou e foi ajustar as contas com os servos” (Mt 25,19). Chegou a hora. Anotações feitas, lá vão eles. Dois deles estão tranquilos; o outro, nervoso e agitado. Afinal, daquele momento é que vai depender o seu futuro como empregado e, portanto, a sua subsistência assim como a de sua família.

Servo bom e fiel... Servo mau e preguiçoso

Pessoas simples, sem muita informação ou conhecimento na área econômica, provavelmente recorreram a amigos ou a gente bem-informada que os ajudassem na mais apropriada aplicação dos talentos, para poder apresentar um lucro razoável ao exigente patrão. Essa iniciativa produziu resultados significativos: o primeiro conseguiu mais cinco talentos e o companheiro, outros dois. E o terceiro? Bem, esse, com receio de aplicar o seu único talento, enterrou o seu capital para não correr risco de depreciação, perda do dinheiro ou lucro inferior ao esperado pelo patrão. Indagado sobre sua decisão, explicou: ”Senhor, sei que és um homem severo, pois colhes onde não plantaste e ajuntas onde não semeaste” (Mt 25, 24).

Talento: moeda antiga ou aptidão...

É fácil compreender a perene atualidade desta parábola – agora interpretando o significado de “talento” não mais como moeda antiga, mas como aptidões dos seres humanos... Conscientes devemos sempre estar dos dons que recebemos de Deus e que, como aqueles empregados, cada um de nós, de acordo com suas capacidades, deve investir para produzir os frutos por Ele esperados: “Temos dons diferentes, segundo a graça que nos foi dada”, explica-nos São Paulo em sua carta aos Romanos (12, 6-8): Pode ser o dom da profecia, do serviço, de ensinar, de exortar, de coordenar um grupo, de dedicar-se a obras de misericórdia. Qualquer que seja, deve ser empregado com alegria.

Servos bons e fiéis, ou maus e preguiçosos?

Dotados de livre arbítrio, ou escolhemos produzir frutos ou enterramos os talentos recebidos. Talvez seja mais cômodo cruzar os braços e permanecer em nossa zona de conforto, do que, ainda que com poucos talentos, frutificar através do testemunho de vida. Mais cedo ou mais tarde, seremos chamados pelo Pai, ainda que sempre misericordioso, a prestar contas.

Questionando...

a) Procuramos descobrir ininterruptamente quais os talentos que Deus nos dá a cada momento de nossa vida, para usá-los como discípulos missionários, como operários da messe, ou escondemo-nos atrás da falsa humildade que nos leva a dizer que não temos qualidades para nada?
b) Esforçamo-nos por aprender a colocar nossas qualidades pessoais a serviço do Reino, ou as “enterramos” com a desculpa de que não vale a pena nos arriscarmos ao insucesso?

Pe. José Gilberto Beraldo
1 de junho de 2022.


Pe. José Gilberto Beraldo – jberaldo79@gmail.com

Edições Anteriores

1 de maio de 2022

1 de abril de 2022

1 de março de 2022

1 de fevereiro de 2022

1 de janeiro de 2022

20 de dezembro de 2021

1 de dezembro de 2021

1 de novembro de 2021

1 de outubro de 2021

APRESENTAÇÃO

Queridos irmãos, queridas irmãs,

Ao escrever a Carta Mensal deste mês de setembro, expliquei a todos os queridos leitores e leitoras, que há tantos anos me acompanham e com os quais desenvolvi um relacionamento à distância verdadeiramente fraterno, que essa seria a última da série.

Não foram poucos os que, ao mesmo tempo que agradeciam o que consideravam um longo e perseverante trabalho de Evangelização, lamentavam minha decisão de interromper meus escritos mensais.

Na verdade, conforme busquei esclarecer, tratava-se de interromper a série das Cartas Mensais por razões várias. Não pensava, porém, em deixar de compartilhar com todos os que sentem, neste mundo tão complicado em que vivemos, a necessidade constante de refletir sobre a Palavra de Deus, norte que orienta, bálsamo que consola, luz que ilumina, fogo de entusiasmo que nos impulsiona a ir sempre adiante na interminável tarefa de contribuir para que o Plano de Deus sobre a humanidade e o mundo se torne realidade.

Assim, depois de invocar a assistência do Divino Espírito Santo, fui buscar nos santos Evangelhos uma inspiração para esta nova série. A parábola do semeador contada por Jesus e reproduzida pelo Evangelista Lucas, pareceu-me mais do que oportuna para anunciar o Reino de Deus nos tempos atuais.

Decidi, então, prosseguir nesse trabalho que sempre me motivou: semear com seriedade e amor, mesmo considerando que o terrenos onde caem as sementes nem sempre são receptivos, férteis, capazes de produzir frutos.

Começarei essa nova série com reflexões sobre essa significativa parábola, dividindo-as precisamente entre os vários tipos de terrenos… Continuarei, depois, com outras, pois um é o que planta, outro o que rega, mas é sempre Deus que dá o crescimento (cfr. ICor 3,6).

Esperando continuar a contar com a valiosa colaboração do interesse de meus leitores e leitoras, peço-lhe que aguardem, para muito breve, o início da nova série.

Pe. José Gilberto Beraldo
10 de setembro de 2021 

Profetas Rumo ao Jubileu
Onde Todos Somos Irmãos

ACESSE TAMBÉM AS CARTAS AO MCC:

Anos das Cartas ao MCC
Cartas ao MCC
Cursilhistas lendo as Cartas