REFLEXÕES PE.BERALDO

Sementes do Reino

Um é o que planta, outro o que rega, mas é sempre Deus que dá o crescimento

(crf. ICor 3,6)

Sementes do Reino - 12ª Edição

Os apóstolos disseram ao Senhor: ‘Aumenta a nossa fé’.


(Lc 17,5)

Introdução

Prosseguimos com nossas breves reflexões sobre a fé. Depois de tentar uma definição de fé e mostrar a importância de sua vivência, abordamos agora um aspecto indispensável que é o amadurecimento da fé. Diante de um mundo em permanente mudança, de transformações insuspeitadas, de acontecimentos que todos os dias nos causam estranheza e surpresas perguntamo-nos se aquela Fé primeira é suficiente para nossa sobrevivência espiritual. Chegamos, então, à conclusão da urgente necessidade de amadurecer a nossa fé. Ao mesmo tempo, com os discípulos da primeira hora, pedimos ao Senhor que aumente a nossa fé.

1. Amadurecimento da fé

Quem recebeu o dom da fé no batismo, recebeu-o como uma semente plantada em todo o seu ser. É, então, tarefa de uma vida inteira trabalhar para o “amadurecimento” desse dom. Tal amadurecimento acontece à medida que o batizado vai apreciando uma visão espiritual das realidades que o envolvem e, a partir daí, superando as limitações inerentes ao ser humano. Isso significa que um batizado nunca poderá dizer: “Eu tenho ou eu vivo uma fé madura” ou “não tenho mais necessidade de aumentar minha fé”.

2. “Creio Senhor, mas aumenta a minha fé”

Num dos episódios narrados nos evangelhos, “Os apóstolos disseram ao Senhor: ‘Aumenta a nossa fé’. O Senhor respondeu: ‘Se tivésseis fé, mesmo pequena como um grão de mostarda, poderíeis dizer a esta amoreira: ‘Arranca-te daqui e planta-te no mar’ e ela vos obedeceria.” (Lc 17 5-6). Amadurecer na fé, portanto, significa fazer a “experiência” de Deus no seu dia a dia. Ao dizer fazer a experiência queremos dizer colocar em jogo todas as nossas capacidades de inteligência e vontade, pois teorias as conhecemos muito bem em seus numerosos aspectos

3. Importância da oração no processo de amadurecimento da fé

Aqui devemos lembrar que a perseverança no amadurecimento da fé é reforçada pela oração, ou seja, pelo diálogo pessoal e constante com Aquele que é o objeto da mesma fé. Diálogo esse que nasce no interior, no íntimo de cada um de nós. O que nem sempre acontece quando a gente se contenta em apenas repetir orações feitas por outros. Podem elas ser muito bonitas, muito apropriadas, e, até, muito emotivas, mas nem sempre oportunas para aquele momento particular da vida da pessoa.

Questionando...

a) Somos conscientes de que a fé é dinâmica e, por isso, deve amadurecer?
b) Buscamos fazer diariamente a experiência de Deus para que nossa fé cresça?
c) Fazemos de nossas orações um ininterrupto e íntimo diálogo com Deus?

Pe. José Gilberto Beraldo
1 de julho de 2022.


Pe. José Gilberto Beraldo – jberaldo79@gmail.com

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APRESENTAÇÃO

Queridos irmãos, queridas irmãs,

Ao escrever a Carta Mensal deste mês de setembro, expliquei a todos os queridos leitores e leitoras, que há tantos anos me acompanham e com os quais desenvolvi um relacionamento à distância verdadeiramente fraterno, que essa seria a última da série.

Não foram poucos os que, ao mesmo tempo que agradeciam o que consideravam um longo e perseverante trabalho de Evangelização, lamentavam minha decisão de interromper meus escritos mensais.

Na verdade, conforme busquei esclarecer, tratava-se de interromper a série das Cartas Mensais por razões várias. Não pensava, porém, em deixar de compartilhar com todos os que sentem, neste mundo tão complicado em que vivemos, a necessidade constante de refletir sobre a Palavra de Deus, norte que orienta, bálsamo que consola, luz que ilumina, fogo de entusiasmo que nos impulsiona a ir sempre adiante na interminável tarefa de contribuir para que o Plano de Deus sobre a humanidade e o mundo se torne realidade.

Assim, depois de invocar a assistência do Divino Espírito Santo, fui buscar nos santos Evangelhos uma inspiração para esta nova série. A parábola do semeador contada por Jesus e reproduzida pelo Evangelista Lucas, pareceu-me mais do que oportuna para anunciar o Reino de Deus nos tempos atuais.

Decidi, então, prosseguir nesse trabalho que sempre me motivou: semear com seriedade e amor, mesmo considerando que o terrenos onde caem as sementes nem sempre são receptivos, férteis, capazes de produzir frutos.

Começarei essa nova série com reflexões sobre essa significativa parábola, dividindo-as precisamente entre os vários tipos de terrenos… Continuarei, depois, com outras, pois um é o que planta, outro o que rega, mas é sempre Deus que dá o crescimento (cfr. ICor 3,6).

Esperando continuar a contar com a valiosa colaboração do interesse de meus leitores e leitoras, peço-lhe que aguardem, para muito breve, o início da nova série.

Pe. José Gilberto Beraldo
10 de setembro de 2021 

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