REFLEXÕES PE.BERALDO

Sementes do Reino

Um é o que planta, outro o que rega, mas é sempre Deus que dá o crescimento

(crf. ICor 3,6)

Sementes do Reino - 18ª Edição

“Aquele que está sentado no trono disse: “Eis que faço novas todas as coisas”. Depois, ele me disse: “Escreve, pois, estas palavras são dignas de fé e verdadeiras”. E disse-me ainda: “Está feito! Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. A quem tiver sede, eu darei, de graça, da fonte de água vivificante. Estas serão a herança do vencedor, e eu serei seu Deus, e ele será meu filho” (Ap 21, 5-7).


Introdução

Adeus ano velho, feliz ano novo. Que tudo se realize no ano que vai nascer: muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender. Para os solteiros: sorte no amor, nenhuma esperança perdida. Para os casados: nenhuma briga: paz e sossego na vida”. Essa velha canção será provavelmente ouvida no final de 2022 e início de 2023. Suas palavras são perfeitamente coerentes com a cultura e a mentalidade contemporâneas: aspirações legítimas de uma sociedade consumista e de busca inútil de realização de felicidade plena... Seria tudo isso suficiente para a plena realização pessoal e solidária de um cristão? O que há, por trás das canções populares, de mensagem cristã que possa nos remeter ao projeto de Deus para o nosso tempo? Proponho dois pontos que poderão, eventualmente, nos ajudar a responder a essas perguntas.

1. Revisão de um ano que termina.

Não é necessário muito esforço para trazer à memória fatos e acontecimentos do ano que termina – sobretudo aqueles nos quais estivemos envolvidos ou tivemos alguma participação positiva ou negativa, próxima ou distante. Aliás, como os modernos meios de comunicação nos colocam praticamente no centro de tudo o que ocorre no mundo inteiro, cabe a nós, cristãos que somos, refletir sobre qual foi a nossa reação ou nossa análise em relação a esses fatos e acontecimentos.

2. Previsões e projetos para o início de um novo ano.

Eis que faço novas todas as coisas” (Ap 21, 5a). Como decorrência daquela revisão e como critério para nossas previsões e projetos para o ano que se inicia, haveremos de levar em conta os critérios de justiça, solidariedade e fraternidade. Acerca de cada nova ação ou projeto (previsto ou habitual), cabe-nos perguntar se correspondem a tais critérios, mesmo que contrariem nossos desejos e aspirações de uma vida melhor, ou interesses individuais ou familiares que nos sejam mais convenientes. É justo, sim, almejar melhorias em todos os campos de nossas atividades, desde que elas não afetem negativamente o bem-estar de nossos semelhantes. Levemos, pois, em conta que no primeiro dia de janeiro – no qual celebramos a solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus – comemoramos também o Dia da Fraternidade Universal e o Dia Internacional da Paz (este último celebrado, também, no dia 21 de setembro). Que aquela que, como Serva do Senhor, nos trouxe a salvação, nos ajude a interiorizar e praticar a fraternidade e a nos conscientizar sobre a necessidade inadiável de construir a paz que substitua a vida atroz de nossos irmãos e irmãs que vivem nos países atualmente em guerra.

Questionando... Estamos dispostos a...

a) ... rever o ano que está terminando à luz dos critérios evangélicos para superar nossas falhas?
b) ... colaborar para que, no ano que começa, se façam novas todas as coisas a partir de critérios de justiça, solidariedade e fraternidade?
c) ... esforçar-nos para construir nossa paz interior, primeiro passo para que o mundo de paz se torne realidade?

Pe. José Gilberto Beraldo
1 de Janeiro de 2023.


Pe. José Gilberto Beraldo – jberaldo79@gmail.com

APRESENTAÇÃO

Queridos irmãos, queridas irmãs,

Ao escrever a Carta Mensal deste mês de setembro, expliquei a todos os queridos leitores e leitoras, que há tantos anos me acompanham e com os quais desenvolvi um relacionamento à distância verdadeiramente fraterno, que essa seria a última da série.

Não foram poucos os que, ao mesmo tempo que agradeciam o que consideravam um longo e perseverante trabalho de Evangelização, lamentavam minha decisão de interromper meus escritos mensais.

Na verdade, conforme busquei esclarecer, tratava-se de interromper a série das Cartas Mensais por razões várias. Não pensava, porém, em deixar de compartilhar com todos os que sentem, neste mundo tão complicado em que vivemos, a necessidade constante de refletir sobre a Palavra de Deus, norte que orienta, bálsamo que consola, luz que ilumina, fogo de entusiasmo que nos impulsiona a ir sempre adiante na interminável tarefa de contribuir para que o Plano de Deus sobre a humanidade e o mundo se torne realidade.

Assim, depois de invocar a assistência do Divino Espírito Santo, fui buscar nos santos Evangelhos uma inspiração para esta nova série. A parábola do semeador contada por Jesus e reproduzida pelo Evangelista Lucas, pareceu-me mais do que oportuna para anunciar o Reino de Deus nos tempos atuais.

Decidi, então, prosseguir nesse trabalho que sempre me motivou: semear com seriedade e amor, mesmo considerando que o terrenos onde caem as sementes nem sempre são receptivos, férteis, capazes de produzir frutos.

Começarei essa nova série com reflexões sobre essa significativa parábola, dividindo-as precisamente entre os vários tipos de terrenos… Continuarei, depois, com outras, pois um é o que planta, outro o que rega, mas é sempre Deus que dá o crescimento (cfr. ICor 3,6).

Esperando continuar a contar com a valiosa colaboração do interesse de meus leitores e leitoras, peço-lhe que aguardem, para muito breve, o início da nova série.

Pe. José Gilberto Beraldo
10 de setembro de 2021 

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