Dia 30 de Julho – Sábado

XVII SEMANA DO TEMPO COMUM* (Verde – Ofício do Dia)


Antífona de Entrada

Deus habita em seu templo santo, reúne seus filhos em sua casa; é ele que dá força e poder a seu povo (Sl 67,6s.36)


Oração do dia

Ó Deus, sois o amparo dos que em vós esperam e, sem vosso auxílio, ninguém é forte, ninguém é santo; redobrai de amor para conosco, para que, conduzidos por vós, usemos de tal modo os bens que passam, que possamos abraçar os que não passam. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.


Leitura (Jeremias 26,11-16.24)

Leitura do livro do profeta Jeremias.

Naqueles dias, 26 11 os sacerdotes e os profetas clamaram aos oficiais e à multidão: “Este homem merece a morte porque profetizou contra esta cidade, como todos ouvistes com vossos próprios ouvidos”.

12 Jeremias, porém, retrucou aos oficiais e ao povo: “Foi o Senhor quem me deu o encargo de proferir contra este povo e esta cidade os oráculos que ouvistes.

13 Reformai, portanto, vossa vida e modo de agir, escutando a voz do Senhor, vosso Deus, a fim de que afaste de vós o mal de que vos ameaça.

14 Quanto a mim entrego-me nas vossas mãos. Fazei de mim o que quiserdes e que melhor se vos afigure.

15 Sabei, porém, que se me condenardes à morte, será de sangue inocente que maculareis esta cidade e seus habitantes; pois, na verdade, foi o Senhor quem me ordenou vos transmitisse estes oráculos”.

16 Disseram, então, os oficiais e a multidão aos sacerdotes e profetas: “Este homem não merece a morte! Foi em nome do Senhor, nosso Deus, que nos falou”.

24 Contudo, a influência de Aicã, filho de Safã, protegeu Jeremias, impedindo que fosse entregue ao povo e condenado à morte.

Palavra do Senhor.


Salmo Responsorial 68/69

No tempo favorável, escutai-me, ó Senhor!

 

Retirai-me deste lodo, pois me afundo!

Libertai-me, ó Senhor, dos que me odeiam

e salvai-me destas águas tão profundas!

Que as águas turbulentas não me arrastem,

não me devorem violentos turbilhões

nem a cova feche a boca sobre mim!

 

Pobre de mim, sou infeliz e sofredor!

Que vosso auxílio me levante, Senhor Deus!

Cantando, eu louvarei o vosso nome

e, agradecido, exultarei de alegria!

 

Humildes, vede isto e alegrai-vos:

o vosso coração reviverá

se procurardes o Senhor continuamente!

Pois nosso Deus atende à prece dos seus pobres

e não despreza o clamor de seus cativos.


Evangelho (Mateus 14,1-12)

Aleluia, aleluia, aleluia.

Felizes os que são perseguidos por causa da justiça do Senhor, porque o reino dos céus há de ser deles! (Mt 5,10).

 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

14 1 Por aquela mesma época, o tetrarca Herodes ouviu falar de Jesus.

2 E disse aos seus cortesãos: “É João Batista que ressuscitou. É por isso que ele faz tantos milagres”.

3 Com efeito, Herodes havia mandado prender e acorrentar João, e o tinha mandado meter na prisão por causa de Herodíades, esposa de seu irmão Filipe.

4 João lhe tinha dito: “Não te é permitido tomá-la por mulher!”

5 De boa mente o mandaria matar; temia, porém, o povo que considerava João um profeta.

6 Mas, na festa de aniversário de nascimento de Herodes, a filha de Herodíades dançou no meio dos convidados e agradou a Herodes.

7 Por isso, ele prometeu com juramento dar-lhe tudo o que lhe pedisse.

8 Por instigação de sua mãe, ela respondeu: “Dá-me aqui, neste prato, a cabeça de João Batista”.

9 O rei entristeceu-se, mas como havia jurado diante dos convidados, ordenou que lha dessem;

10 e mandou decapitar João na sua prisão.

11 A cabeça foi trazida num prato e dada à moça, que a entregou à sua mãe.

12 Vieram, então, os discípulos de João transladar seu corpo, e o enterraram. Depois foram dar a notícia a Jesus.

Palavra da Salvação.


Comentário ao Evangelho

O PROFETA SILENCIADO

O assassinato de João Batista recoloca um tema comum, no âmbito da história do profetismo bíblico: a imposição do silêncio ao enviado de Deus. Quem recebeu a missão divina de convocar o povo à conversão, acaba sendo silenciado por quem deveria escutá-lo. Outro tema é o da intrepidez dos profetas. Embora devendo defrontar-se com forças hostis e refratárias à sua pregação, não se deixaram intimidar, por terem consciência do caráter divino da missão recebida.

A intrepidez de João Batista revela-se na coragem com que se defronta com um governante ímpio. Reconhecidamente prepotente, Herodes apoderou-se, sem escrúpulos, da esposa de seu irmão, tomando-a como mulher. Sem medo, o profeta João denuncia a injustiça cometida, e sofre as consequências de sua ousadia.

A decisão de jogar o Batista na prisão funciona como uma maneira de calá-lo. Encarcerado numa fortaleza romana, ele teve a sua liberdade cerceada, e a voz calada.

Mas isto ainda foi pouco, no parecer na mulher ilegítima de Herodes. Era preciso fazer calar João definitivamente. A oportunidade para isto surgiu por ocasião de uma festa. Embora a contragosto, Herodes atendeu o pedido da mulher e mandou decapitar o profeta incômodo.

O destino de João Batista prenunciara o de Jesus. Também a este procuravam calar, por causa da liberdade com que denunciava os desmandos dos prepotentes de seu tempo.

Oração

Espírito de intrepidez, dá-me a coragem dos profetas para denunciar as injustiças cometidas pelos grandes e prepotentes.

(O comentário litúrgico é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE)


Sobre as Oferendas

Acolhei, ó Pai, os dons que recebemos da vossa bondade e trazemos a este altar. Fazei que estes sagrados mistérios, pela força da vossa graça, nos santifiquem na vida presente e nos conduzam à eterna alegria. Por Cristo, nosso Senhor.


Antífona da Comunhão

Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não esqueças nenhum de seus favores! (Sl 102,2)


Depois da Comunhão

Recebemos, ó Deus, este sacramento, memorial permanente da paixão do vosso filho; fazei que o dom da vossa inefável caridade possa servir à nossa salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

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