1. Versão em Português

CARTA MCC BRASIL – MAIO 2021 – 261ª

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“Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam
todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um
barulho como se fosse uma forte ventania, que encheu a casa
onde eles se encontravam. Então apareceram línguas de fogo
que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos
ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em
outras línguas, conforme o Espírito os inspirava (At 2,1-4).

Caríssimos irmãos e irmãs, leitores (as), estejam com todos vocês os sete dons do Espírito Santo!

Introdução. Chegamos ao mês de maio. Mês muito rico em celebrações litúrgicas que facilitam o fortalecimento de nossa fé ajudando-nos na prática da vida cristã e no exercício da nossa vida de seguidores de Jesus. Diante de tantas oportunidades, convido meus caros leitores e leitoras a que nos detenhamos numa breve reflexão sobre que sentido tem hoje a celebração da descida do Espírito Santo.

Pentecostes. Pela leitura dos Atos dos Apóstolos, podemos imaginar como foram difíceis e cheios de percalços os inícios das primeiras comunidades cristãs. Ainda que tivessem sido testemunhas da ressurreição de Jesus, os Apóstolos e discípulos tinham medo. Estavam muito mais impressionados com a crucificação do Mestre do que com sua Ressurreição. Continuavam reclusos, pois lá fora espreitavam-nos aqueles que estavam determinados a impedi-los de insistir em anunciar aquele Reino que poderia ameaçar o Império Romano. Então, no Dia de Pentecostes, realiza-se então a promessa que Jesus lhes havia feito de enviar o seu Espírito. Assim, ganhava impulso a Igreja que Cristo edificaria a partir de Pedro e chegaria até os confins da terra.

Novo Pentecostes. E hoje? Passados mais de vinte séculos, não estaríamos nós, os seguidores de Jesus, na mesma situação dos Apóstolos? Temos urgente necessidade de escutar de Jesus aquele “Não tenhais medo. Sou eu”. Precisamos nos abrir a um “novo Pentecostes”, isto é, a receber a efusão do Espírito Santo para “sair”, para anunciar a Boa Notícia. Para isso nos convoca e encoraja nosso papa Francisco, mostrando que devemos viver uma “Igreja em saída”. A esse respeito, assim se expressa ele na sua Exortação Apostólica Evangelii Gaudium: “Na Palavra de Deus, aparece constantemente este dinamismo de «saída», que Deus quer provocar nos que creem. Abraão aceitou a chamada para partir rumo a uma nova terra (cf. Gn 12, 1-3). Moisés ouviu a chamada de Deus: «Vai; Eu te envio» (Ex 3, 10), e fez sair o povo para a terra prometida (cf. Ex 3, 17). A Jeremias disse: «Irás aonde Eu te enviar» (Jr 1, 7). Naquele «ide» de Jesus, estão presentes os cenários e os desafios sempre novos da missão evangelizadora da Igreja, e hoje todos somos chamados a esta nova «saída» missionária. Cada cristão e cada comunidade há de discernir qual é o caminho que o Senhor lhe pede, mas todos somos convidados a aceitar esta chamada: sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho” (EG 20).

Igreja em saída e Movimentos. Não nos esqueçamos de como são desafiadores os tempos em que estamos vivendo. Estamos acostumados a viver “épocas de mudanças” cada vez mais frequentes. Mas o que estamos vivendo agora é uma “mudança de época”, cujos contornos mais nítidos e profundos pedem um posicionamento mais radical. É tempo de saída, tempo de testemunho pessoal e comunitário. Os Movimentos Eclesiais não podem transformar-se em “guetos” cujos integrantes não saem de sua zona de conforto, sem perceber que, com esse comportamento, tornam-se completamente ineficazes diante da necessidade de evangelizar o homem e a mulher contemporâneos. Devemos, pois, sentir-nos privilegiados por ser agentes dessa transição, e procurar deixar-nos interpelar pela presença do Espírito Santo que nos conferiu seus dons através do batismo e da confirmação.

Sugestões para reflexão pessoal ou em grupo. Você já ouviu falar nos sete dons do Espírito Santo: sabedoria, inteligência, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus? Então, procure saber qual o significado de cada um deles e busque colocá-los em prática na sua vida familiar, profissional, social. E, sobretudo neste tempo de Pentecostes, peça insistentemente a Deus a coragem de testemunhá-los.

Na certeza de que caminhamos juntos na construção do Reino, sob o impulso do Espírito Santo, despeço-me fraternalmente.

P. José G. BERALDO

Equipo Sacerdotal GEN MCC Brasil

E-mail: jberaldo79@gmail.com

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