Dia 23 de Fevereiro – Terça-feira

I SEMANA DA QUARESMA
(Roxo – Ofício do Dia)


Antífona de Entrada

Vós fostes, Senhor, o refúgio para nós de geração em geração: desde sempre e para sempre vós sois Deus (Sl 89,1s).


Oração do dia

Olhai, ó Deus, vossa família e fazei c rescer no vosso amor aqueles que agora se mortificam pela penitência corporal. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.


Leitura (Isaías 55,10-11)

Leitura do livro do profeta Isaías.

Isto diz o Senhor: 55 10 “Tal como a chuva e a neve caem do céu e para lá não volvem sem ter regado a terra, sem a ter fecundado, e feito germinar as plantas, sem dar o grão a semear e o pão a comer,
11 assim acontece à palavra que minha boca profere: não volta sem ter produzido seu efeito, sem ter executado minha vontade e cumprido sua missão”.

Palavra do Senhor.


Salmo Responsorial 33/34

O Senhor liberta os justos de todas as angústias.

Comigo engrandecei ao Senhor Deus,
exaltemos todos juntos o seu nome!
Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu
e de todos os temores me livrou.

Contemplai a sua face e alegrai-vos,
e vosso rosto não se cubra de vergonha!
Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido,
e o Senhor o libertou de toda angústia.

O Senhor pousa seus olhos sobre os justos,
e seu ouvido está atento ao seu chamado;
mas ele volta a sua face contra os maus,
para da terra apagar sua lembrança.

Clamam os justos, e o Senhor bondoso escuta
e de todas as angústias os liberta.
Do coração atribulado ele está perto
e conforta os de espírito abatido.


Evangelho (Mateus 6,7-15)

Glória a Cristo, palavra eterna do Pai, que é amor!
O homem não vive somente de pão, mas de toda palavra da boca de Deus (Mt 4,4).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos 6 7 “Nas vossas orações, não multipliqueis as palavras, como fazem os pagãos que julgam que serão ouvidos à força de palavras.
8 Não os imiteis, porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes que vós lho peçais.
9 Eis como deveis rezar: Pai nosso, que estais no céu, santificado seja o vosso nome;
10 venha a nós o vosso Reino; seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu.
11 O pão nosso de cada dia nos dai hoje;
12 perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos ofenderam;
13 e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.
14 Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, vosso Pai celeste também vos perdoará.
15 Mas se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará”.
Palavra da Salvação.


Comentário ao Evangelho

A ORAÇÃO DO DISCÍPULO

A oração cristã consiste em estabelecer uma relação amorosa com Deus. Uma relação de amor dá-se num contexto de confiança, de transparência, de profundidade. Nem sempre o ser humano é capaz disto, quando se trata de relacionar-se com Deus, na oração. É comum a tentação de querer argumentar com ele, de transformá-lo em depósito de lamúrias e de considerá-lo solução para todas as pendências humanas.

Jesus denunciou certas tendências erradas no tocante à oração e indicou uma pista para fazê-la de maneira consistente. A oração é um diálogo com o Pai, que não se coloca na mesma altura do orante: ele é santo e está no céu, embora esteja muito perto de quem reza. Diante dele, exige-se uma atitude de reverência e humildade.

O anseio fundamental do orante deve ser de que o Reino do Pai aconteça na história humana e todas as pessoas se submetam a seu projeto. Por outro lado, ele sabe que tudo tem sua origem no Pai, inclusive o pão de cada dia, considerado fruto da preocupação paterna e materna de Deus pelo ser humano. O orante também tem consciência da paciência do Pai com suas fragilidades e pecados. O Pai está sempre disposto a perdoar e a confiar na sinceridade do arrependimento do pecador. Em contrapartida, este reconhece a importância de perdoar a fragilidade e o pecado de seu semelhante. Enfim, o grande desejo do orante é não se deixar levar pela maldade que o afasta do Pai e o leva a prescindir dele.

Oração

Senhor Jesus, coloca sempre em meus lábios orações que me abram para o Pai e, também, para o mundo que me rodeia.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês).


Sobre as Oferendas

Ó Deus, criador de todas as coisas, acolhei as oferendas que recebemos da vossa bondade e transformai os alimentos desta vida em refeição da vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.


Antífona da Comunhão

Quando chamei por vós, me respondentes, ó Deus, minha justiça! Soubestes aliviar-me na angústia; tende piedade mim, atendei à minha prece! (Sl 4,2).


Depois da Comunhão

Ó Deus, por este sacramento, dai-nos moderar os desejos terrenos e amar os bens celestes. Por Cristo, nosso Senhor.

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