Ele surpreendeu o mundo!

Jesus Cristo surpreendeu o mundo em tudo o que fez, anunciou e viveu. E até hoje nos surpreende quando conseguimos ver, com simplicidade, entender seus sinais e escutá-lo com o coração.
Surpreendeu ao escolher por mãe uma menina de apenas 15 anos de idade, de família simples, sem celebridade em seu tempo e em sua terra.
Surpreendeu ao escolher como espaço para nascer um estábulo e por berço um coxo (manjedoura) nascendo entre animais e pastores, no silêncio de uma noite comum. Surpreendeu ao necessitar de colo, de carinho e de ajuda sem constrangimento.
Surpreendeu ao escolher a humilde Belém em lugar da opulenta Jerusalém.
Surpreendeu ao aceitar a condição humana com vida normal, vetes, liguagem, costumes, alegrias, dores e sofrimentos.
Surpreendeu ao fugir para o Egito para não ser morto por Herodes, quando Ele tinha o poder de derrotá-lo.
Surpreendeu ao cumprir rigorasamente todas as leis humanas, mesmo que nem todas fossem justas.
Surpreendeu ao esperar até os trinta anos para iniciar sua missão pública e anuncuiar sua nova proposta de vida.
Surpreendeu ao ter sido um simples ajudante de carpinteiro de seu pai José, mesmo sabendo de sua condição divina.
Surpreendeu ao escolher viver trinta anos na normalidade e simplicidade do lar em Nazaré.
Surpreendeu, especialmente, pelo seu modo de anunciar, tornando-se peregrino nas terras da Galiléia, Samaria e Judeia.
Surpreendeu ao desafiar a cultura do tempo, a superar a lei do sábado, ao priorizar a vida, o amor e a misericórdia.
Surpreendeu ao acolher os pecadores, valorizar e integrar as mulheres, amar profundamente os pobres, preocupar-se com os sofredores.
Surpreendeu ao ensinar através de parábolas encantadoras.
Surpreendeu ao enfrentar os doutores da lei, os prepotentes, olhando nos olhos, sem medo.
Surpreendeu ao usar palavras duras e severas para com os hipócritas e exploradores.
Surpreendeu ao usar as mais doces palavras, quando se referia aos pecadores que se convertiam e quando se encontrava com as crianças.
Surpreendeu ao escolher homens e mulheres simples como companheiros de missão e jornada.
Surprendeu ao escolher a cruz, quando poderia ter escolhido outro caminho para concluir sua trajetória e sua vida na terra.
Surpreendeu ao propor um novo ensinamento sobre Deus, sobre o mundo e sobre o ser humano.
Surpreendeu ao escolher o pão como forma de permanência conosco.
Surpreendeu ao escolher o caminho da Cruz como gesto de amor incondicional.
Surpreendeu na manhã da ressurreição ao rolar a peça do túmulo.
Surpreendeu ao aparecer por primeiro a Maria Madalena e as demais Marias.
Surpreendeu ao nos confiar a sua vida e a sua própria missão.

Pe. Xiko

Advento: um caminho para o Natal

O advento é um caminho que nos desafia a renovar a esperança. A desejar um mundo novo. A buscar um encontro, não porém qualquer encontro, mas um surpreendente e transformador. Para isso, somos convidados a percorrer um caminho que supõe cuidados permanentes, atenção redobrada e vigilância serena.

Para que precisamos destes cuidados? Para não perder de vista os que também andam no mesmo caminho; para não andar apressado demais  e atropelar algum peregrino mais lento, ou não andar  tão lento que percamos a companhia dos peregrinos da esperança; para não esquecer as condições e as  exigências  essenciais de quem o escolhe, seja a simplicidade, o desprendimento, a alegria, a paciência, a persistência, seja o desejo do encontro, da solidariedade e da docilidade de coração.

O advento é, sim, um caminho a percorrer, mas com espírito de peregrinos, não porém  de andarilhos, pois sabemos para onde vamos, sabemos a direção e especialmente sabemos onde queremos chegar.

Você quer percorrer esse caminho? Então, juntemo-nos! Façamos a caravana da esperança, sem pressa, sem tristeza. Se você já partiu, vá em frente! Se você ainda não partiu, comece hoje, agora, pois é o tempo propício. Esqueça, ao menos, por uns dias, as preocupações da pandemia, ou as leve na mochila para depositá-las ao chegar no fim do caminho. Ah, não deixe de convidar seus amigos, ou  peça para o acompanharem virtualmente.

Anuncie que nesse caminho pode-se andar sem máscaras, sem álcool em gel e sem necessidade de distanciamento social, pois é o caminho da fé, da interioridade.

Por fim, não se esqueça de duas condições especiais: carregue muita alegria e generosidade aliadas a muita curiosidade.

Boa peregrinação para você, para nós, assim estaremos nos preparando para um Santo Natal.

Pe. Xiko

Siga-nos: