Dia 25 de Junho – Quinta-feira

XII SEMANA DO TEMPO COMUM
(Verde – Ofício do Dia)


Antífona de Entrada

O Senhor é a força de seu povo, fortaleza e salvação do seu ungido. Salvai, Senhor, vosso povo, abençoai vossa herança e governai para sempre os vossos servos (Sl 27,8s).


Oração do dia

Senhor, nosso Deus, dai-nos por toda a vida a graça de vos amar e temer, pois nunca cessais de conduzir os que firmais no vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.


Leitura (2 Reis 24,8-17)

Leitura do livro do segundo livro dos Reis.

24 8 Joaquin tinha dezoito anos quando começou a reinar, e reinou durante três meses em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Noesta, filha de Elnatã, e era natural de Jerusalém.
9 Fez o mal aos olhos do Senhor, como o tinha feito seu pai.
10 Foi nesse tempo que vieram os homens de Nabucodonosor, rei de Babilônia, contra Jerusalém, e sitiaram-na.
11 Depois, Nabucodonosor veio pessoalmente diante da cidade, enquanto suas tropas a sitiavam.
12 Joaquin, rei de Judá, foi ter com o rei de Babilônia, ele e sua mãe, suas tropas, seus oficiais e seus eunucos; e o rei de Babilônia o prendeu. Isso foi no oitavo ano de seu reinado.
13 E como o Senhor tinha anunciado, levou dali todos os tesouros do templo do Senhor e do palácio real, e quebrou todos os objetos de ouro que Salomão, rei de Israel, tinha feito para o santuário do Senhor.
14 Levou para o cativeiro toda a Jerusalém, todos os chefes e todos os homens de valor, ao todo dez mil, com todos os ferreiros e artífices; só deixou os pobres.
15 Deportou Joaquin para Babilônia, com sua mãe, suas mulheres, os eunucos do rei e os grandes da terra.
16 Todos os homens de valor, em número de sete mil, os ferreiros e os artífices, em número de mil, e todos os homens aptos para a guerra, o rei de Babilônia os deportou para Babilônia.

17 Em lugar de Joaquin, o rei de Babilônia constituiu rei seu tio Matanias, cujo nome mudou para Sedecias.

Palavra do Senhor.


Salmo Responsorial 78/79

Por vosso nome e vossa glória,
Libertai-nos, ó Senhor
 
Invadiram vossa herança os infiéis,
profanaram, ó Senhor, o vosso templo,
Jerusalém foi reduzido a ruínas!
Lançaram aos abutres como pasto
Os cadáveres dos vossos servidores;
E às feras da floresta entregaram
Os corpos dos fiéis, vosso eleitos.
 
Derramaram o seu sangue como água
em torno das muralhas de Sião,
E não houve quem lhes desse sepultara!
Nós nos tornamos o opróbrio dos vizinhos,
um objeto de desprezo e zombaria
Para os povos e àqueles que nos cercam.
Mas até quando, ó Senhor, veremos isso?
Conservareis eternamente a vossa irá?
Como fogo arderá a vossa cólera?
 
Não lembreis as nossas culpas do passado,
mas venha logo sobre passado,
mas venha logo sobre nós vossa bondade,
Pois estamos humilhados em extremo.
Ajudai-nos, nosso Deus e salvador!
Por vosso nome e vossa glória, libertai-nos!
Por vosso nome, perdoai nossos pecados!


Evangelho (Mateus 7, 21-29)

Aleluia, aleluia, aleluia.
Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não caminha entre as trevas, mas terá a luz da vida (Jo 8,12).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
Naquele tempo, 7 21 disse Jesus: “Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.
22 Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não pregamos nós em vosso nome, e não foi em vosso nome que expulsamos os demônios e fizemos muitos milagres?’
23 E, no entanto, eu lhes direi: ‘Nunca vos conheci. Retirai-vos de mim, operários maus!’
24 Aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática é semelhante a um homem prudente, que edificou sua casa sobre a rocha.
25 Caiu a chuva, vieram as enchentes, sopraram os ventos e investiram contra aquela casa; ela, porém, não caiu, porque estava edificada na rocha.
26 Mas aquele que ouve as minhas palavras e não as põe em prática é semelhante a um homem insensato, que construiu sua casa na areia.
27 Caiu a chuva, vieram as enchentes, sopraram os ventos e investiram contra aquela casa; ela caiu e grande foi a sua ruína”.
28 Quando Jesus terminou o discurso, a multidão ficou impressionada com a sua doutrina. 29 Com efeito, ele a ensinava como quem tinha autoridade e não como os seus escribas.
Palavra da Salvação.


Comentário ao Evangelho

UMA TERRÍVEL FRUSTRAÇÃO
Jesus entreviu a possibilidade de o discípulo do Reino, embora cheio de zelo, sentir a terrível frustração de ver-se rejeitado, por ocasião do juízo final. Isto acontecerá a quem reduz sua fé a palavrórios vazios e a gestos incapazes de provar sua adesão ao Reino.
Pelo contrário, a garantia de entrar no Reino definitivo está na disposição de fazer a vontade do Pai celeste. Esta consiste em ter um amor entranhado pelos mais fracos e pequeninos, em mostrar-se misericordioso e serviçal com os outros, em suma, em praticar tudo quanto nos foi ensinado no sermão da montanha.
A postura do Messias-juiz é paradoxal. Enquanto as pessoas afirmam ter profetizado, expulsado demônios e feito milagres em seu nome, ele as repele dizendo terem praticado a iniqüidade. O que, com uma leitura superficial, podia parecer um gesto louvável de bondade, com uma leitura mais profunda, acaba aparecendo coisa totalmente diferente.
Os títulos de profeta, exorcista e taumaturgo são insuficientes para garantir a salvação. Quiçá o verdadeiro motivo de sua ação não fosse um amor entranhado ao próximo. Teriam agido por exibicionismo? Buscavam promover-se? Exerciam o ministério por mera formalidade? Tudo isto é possível. Uma coisa é certa: não agiam em sintonia com a vontade de Deus.

Oração
Pai, eu quero caminhar com sinceridade para a comunhão contigo, no teu Reino. Que todos os meus gestos e palavras estejam sempre alicerçados na tua vontade.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)


Sobre as Oferendas

Acolhei, ó Deus, este sacrifício de reconciliação e louvor e fazei que, purificados por ele, possamos oferecer-vos um coração que vos agrade. Por Cristo, nosso Senhor.


Antífona da Comunhão

Eu sou o bom pastor e dou a vida por minhas ovelhas, diz o Senhor (Jo 10,11.15).


Depois da Comunhão

Renovados pelo Corpo e Sangue do vosso filho, nós vos pedimos, ó Deus, que possamos receber um dia, resgatados para sempre, a salvação que devotamente estamos celebrando. Por Cristo, nosso Senhor.

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