Liturgia do dia 08/11/2019

Leituras
Rm 15,14-21
Sl 97(98),1.2-3ab.3cd-4 (R/. cf. 2b)
Lc 16,1-8

31ª Semana do Tempo Comum

Sexta-Feira

Primeira Leitura: Rm 15,14-21

14Pessoalmente estou convencido, meus irmãos, de que vós mesmos estais cheios de boa vontade, repletos de todo o conhecimento, capazes também de vos aconselhardes uns aos outros. 15No entanto, eu vos escrevo com toda a franqueza para avivar vossa memória, por causa da graça que me foi dada por Deus, 16de ser servo de Jesus Cristo entre os pagãos, desempenhando o sagrado serviço do Evangelho de Deus para que os pagãos se tornem uma oferta agradável, santificada no Espírito Santo. 17Portanto, eu posso me gloriar em Cristo Jesus, pelo que se refere ao serviço de Deus. 18Porque eu não vou pretender falar de nada, a não ser do que Cristo fez por mim para conduzir os pagãos à obediência, pela palavra e ação, 19pelo poder dos milagres e prodígios, pela força do Espírito. Assim é que assegurei plenamente o anúncio do Evangelho de Cristo, irradiando-o desde Jerusalém e regiões vizinhas até a Ilíria. 20Mas tomei cuidado em não anunciar o Evangelho onde o nome de Cristo já era invocado, para não edificar sobre fundamentos postos por outro, 21mas procedi como está escrito: Aqueles a quem ele não foi anunciado, vão vê-lo; aqueles que não ouviram falar dele, vão conhecê-lo.

Salmo: Sl 97(98),1.2-3ab.3cd-4 (R/. cf. 2b)

R.: Revelou o Senhor sua justiça aos povos!

1Entoai ao Senhor cântico novo, que ele fez maravilhas! Sua mão poderosa e braço santo valeram-lhe a vitória.

2Revelou o Senhor o seu auxílio, sua justiça aos povos. 3abDe seu fiel amor ele lembrou-se, em favor de Israel.

3cdOs extremos da terra contemplaram nosso Deus a salvar-nos. 4Aclamai o Senhor, ó terra inteira, com cânticos e música

 

Evangelho: Lc 16,1-8

1Disse também a seus discípulos: “Havia um homem rico, que tinha um administrador que foi acusado de esbanjar os seus bens. 2Chamou-o e lhe disse: ‘Que ouço de ti? Vem prestar contas da tua administração, porque já não podes mais continuar administrando os meus bens’. 3O administrador pensou: ‘O que vou fazer, já que o patrão me tira a administração? Cavar? Não tenho forças. Mendigar? Teria vergonha… 4Ah! Já sei o que fazer para que, despedido da administração, haja quem me receba em sua casa’. 5Chamou um a um os devedores do patrão e disse ao primeiro: ‘Quanto deves a meu patrão?’. 6Respondeu: ‘4.500 litros de azeite!’. O administrador lhe disse: ‘Toma a tua fatura, depressa, senta-te e escreve: 2.250 litros’. 7Depois disse a outro: ‘E tu, quanto deves?’. A resposta foi: ‘100 sacas de trigo’. O administrador disse: ‘Toma a tua fatura e escreve: 80 sacas’. 😯 proprietário elogiou aquele administrador desonesto por ter agido com tanta esperteza. Porque os filhos deste mundo são mais espertos com seus semelhantes que os filhos da luz.

Leituras: Diretório da Liturgia e da Organização da Igreja no Brasil 2019 – Ano C – São Lucas, Brasília, Edições CNBB, 2018.

Citações bíblicas: Bíblia Mensagem de Deus, São Paulo, Edições Loyola, 2016.

 

Boa Nova para cada dia

 

Os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz (Lc 16,8cd).

Na parábola do Evangelho de hoje Jesus nos obriga a uma reflexão incomum.

De início parece que Ele defende a desonestidade do administrador dos bens de seu patrão. Esse patrão elogia a malícia do administrador que ia ser despedido por ele e não teria como sobreviver. O administrador combinou com os devedores a falsificação das contas de débito ao patrão. Esses devedores ficaram devendo este ‘favor’ ao administrador. Este, então, podia esperar que tais devedores lhe prestassem favores mais tarde.

Jesus não elogia este comportamento. Ele diz, de fato: Os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz (Lc 16,8cd).

Jesus mostra que assim como no mundo dos homens há quem seja esperto por seus interesses, mesmo criminosos, no Reino de Deus as pessoas bem intencionadas devem saber tirar proveito das situações que ajudam o crescimento do Reino de Deus.

Há muitas condições favoráveis, em nossa vida, nas quais podemos colaborar com Deus em Seu Reino. No entanto, Jesus o diz, somos lentos, e o que poderíamos fazer por Deus fica por fazer. Assim nem nos realizamos em nossa vocação cristã de batizados dentro do Reino de Deus. E o Reino de Deus fica prejudicado por nosso comodismo.

Jesus não chegou a dizer que este comodismo seja pecado. Mas é grave defeito que conduz a pecados.

Jesus não está falando para pessoas acomodadas. Ele está falando para pessoas generosas e ardentes de amor por Deus.

Estas pessoas não se conformam com a má situação em que o mundo se encontra, e fazem de tudo para que o Reino de Deus e sua justiça tenham mais poder no mundo do que a maldade dos homens.

Não esqueçamos: Jesus mesmo nos mandou: Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça. E tudo mais vos será acrescentado (Mt 6,33).

Não vamos deixar de atender a este ensino de Jesus, como não podemos deixar de atender os outros ensinos Dele. Todos são cheios de sabedoria e sua finalidade é nossa Salvação, nossa ida para o amor sem fim de Deus, na Vida Eterna.

Autor: Pe. Valdir Marques, SJ, Doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma

 


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