Liturgia do dia 16/10/2019

Leituras
Rm 2,1-11
Sl 61(62), 2-3.6-7.9 (R/. 13b)
Lc 11,42-46

28ª Semana do tempo Comum

Quarta-Feira

Primeira Leitura: Rm 2,1-11

1Por isso, meu amigo, sejas tu quem fores, não tens desculpa se te arvoras como juiz dos outros. Quando julgas os outros tu te condenas porque tu, que julgas, fazes as mesmas coisas que eles. 2 Sabemos que o julgamento de Deus, cuja norma é a verdade, condena os que fazem essas coisas. 3E tu, ó amigo, que condenas os que fazem coisas más e também as praticas, pensas que escaparás do julgamento de Deus? 4Ou desprezas a riqueza de sua bondade, paciência e generosidade? Não reconheces acaso que a bondade divina te leva à conversão? 5Com essa dureza e esse coração impenitente vais acumulando ira contra ti para o dia de cólera e da revelação do justo juízo de Deus, 6que retribuirá a cada um conforme suas obras. 7Ele dará a vida eterna aos que buscam a glória, a honra e a imortalidade, perseverando na prática do bem. 8Mas ele procederá com cólera e indignação com os que teimarem no egoísmo, contradizendo a verdade e agindo injustamente. 9Tribulação e angústia sobrevêm a todo homem que praticar o mal, primeiro ao judeu, mas também ao pagão; 10 ao passo que glória, honra e paz serão a partilha de quem praticar o bem, primeiro do judeu, mas também do pagão. 11Porque Deus não faz distinção entre os homens.

Salmo: Sl 61(62), 2-3.6-7.9 (R/. 13b)

R.: Dás, ó Deus, a cada um recompensa de seus atos!

2 Só em Deus acho repouso, dele só me vem auxílio! 3Deus é a rocha que me salva, minha força: não vacilo!

6 Só em Deus acho repouso, dele vem minha esperança. 7Deus é a rocha que me salva, minha força: não vacilo.

9Vós, ó povo, esperai nele; sempre e sempre confiai. Abri vossos corações pois é Deus o nosso abrigo.

Evangelho: Lc 11,42-46

42Mas ai de vos, fariseus, que pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as hortaliças, e vos descuidais da justiça e do amor a Deus! Devíeis fazer estas coisas sem esquecer aquelas! 43Ai de vós, fariseus, que gostais de ocupar lugares de honra nas sinagogas e receber saudações nas praças! 44Ai de vós, porque sois como os sepulcros que não são percebidos, e sobre os quais os homens caminham sem saber!”. 45Um mestre da lei então disse: “Mestre, falando assim, insultas também a nós”. 46 Jesus respondeu: “Ai de vós também, mestres da lei, porque impondes aos homens fardos insuportáveis, enquanto vós mesmos não os tocais nem com um dedo!

Leituras: Diretório da Liturgia e da Organização da Igreja no Brasil 2019 – Ano C – São Lucas, Brasília, Edições CNBB, 2018.

Citações bíblicas: Bíblia Mensagem de Deus, São Paulo, Edições Loyola, 2016.

 

Boa Nova para cada dia

 

… deixais de lado a justiça e o amor de Deus. (Lc 11,42).

 

Essa frase de Jesus em Lc 11,42 mostra o maior defeito dos fariseus e mestres da Lei. Faltava-lhes a prática da justiça e do amor a Deus quando instruíam o Povo Escolhido.

Jesus tinha razão, porque tais fariseus e mestres da Lei de fato eram hipócritas.

Jesus, neste Evangelho, proclama três “ais” contra os fariseus.

O primeiro “ai” é contra a hipocrisia de quem quer mostrar mais virtude do que tem.

Este erro todos nós podemos cometer. No caso dos fariseus, era o fingimento de maior perfeição do que os outros porque pagavam o dízimo da hortelã, da arruda e de outras ervas insignificantes. Eles queriam dar a impressão de que eram fiéis a Deus também no pouco. Mas no muito, que era o cumprimento da justiça de Deus e do amor ao próximo, eram cheios de defeitos.

O segundo “ai” contra os fariseus era sobre a vaidade de prestígio: eles queriam estar sempre nos primeiros lugares na sinagoga e receberem elogios do povo nas praças.

Este grande defeito também nós, católicos, podemos ter. Há pessoas que gostam de aparecer em nossas liturgias, tomando a frente nas tarefas religiosas da comunidade, mesmo afastando outras pessoas, que podem ser mais humildes e mais competentes.

O terceiro “ai” de Jesus contra os fariseus revela as podridões morais que eles querem esconder: eles são como túmulos cheios de podridão que as pessoas pisam sem saber o que têm debaixo dos pés.

Todos temos tendência a esconder os defeitos mais horrorosos de nosso comportamento moral com truques que impeçam aos outros descobrir quem somos por dentro.

Estas lições deste Evangelho são muito fáceis de compreender, e muito diretas.

Nós somos convidados por Jesus a examinar a nossa consciência sobre esses três “ais”. Que Ele não precise dizê-los a nós, porque procuraremos nos corrigir antes que Ele nos critique, ou, pior ainda, que nos condene.

Confiemos na misericórdia de Deus e procuremos viver e praticar com grande empenho a justiça e o amor de Deus (Lc 11,42).

Autor: Pe. Valdir Marques, SJ, Doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma


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