Liturgia do dia 09/10/2019

Leituras
Jn 4,1-11
Sl 85(86),3-4.5-6.9-10 (R/. 15b)
Lc 11,1-4

27ª Semana do Tempo Comum

Quarta-Feira

Primeira Leitura: Jn 4,1-11

1Mas isto desgostou profundamente a Jonas, que ficou irritado 2e fez a Javé a seguinte oração: “Ah! Javé, não é isso o que eu dizia quando eu estava ainda na minha terra? É exatamente por isso que eu fugi, de início, para Társis; pois eu bem sabia que tu és um Deus de compaixão e de ternura, muito paciente, rico de graças e inclinado a arrepender-se dos males com que ameaças. 3Agora, Javé toma a minha vida, eu te suplico! Porque mais vale para mim morrer do que viver!”. 4Javé respondeu: “Tens porventura razão de te zangar?”. 5Jonas saiu da cidade e foi se assentar ao oriente dela, fez lá uma cabana, instalouse nela, na sombra, para ver o que iria acontecer à cidade. 6Então Javé Deus fez crescer um pé de mamona por cima de Jonas para fazer sombra sobre a cabeça dele, livrando-o do desconforto. Jonas se alegrou com uma alegria imensa por causa do pé de mamona. 7Mas no dia seguinte, ao raiar da aurora, Deus mandou aparecer um verme que picou o pé de mamona, e ele secou. 8E quando o sol se levantou, Deus fez soprar do oriente um vento abrasador, e o sol começou a bater em cheio na cabeça de Jonas. Ele se sentiu mal e se pôs a pedir a morte, dizendo: “Mais vale para mim morrer do que viver”. 9Deus disse a Jonas: “Tens porventura razão de te zangar por causa desse pé de mamona?”. Ele respondeu: “Sim! Tenho muita razão de me zangar até morrer de raiva!”. 10Então Javé disse: “Tu morres de pena desse pé de mamona, que não te custou nenhum trabalho, e que nem foste tu que fizeste crescer, que cresceu numa noite e numa noite morreu: 11e eu não teria pena de Nínive, a grande cidade, onde há mais de cento e vinte mil homens que não sabem distinguir a mão direita da esquerda, sem falar do grande número de animais?”.

 

Salmo: Sl 85(86),3-4.5-6.9-10 (R/. 15b)

R.: Deus bom e clemente!

3Tem compaixão de mim: és o meu Deus; clamo por ti, Senhor, o dia inteiro. 4Traze alegria à alma do teu servo, pois ergo a ti, Senhor, meu coração.

5Senhor, és bom e pronto a perdoar, cheio de amor por todos que te invocam. 6Ouve com atenção a minha prece; escuta a minha voz, que te suplica.

9Virão todos os povos que criaste adorar-te, Senhor, cantar teu nome. 10Pois tu és grande e fazes maravilhas, só tu és Deus, Senhor, e não há outro!

Evangelho: Lc 11,1-4

1Um dia, Jesus estava rezando em certo lugar. Quando acabou, um dos discípulos lhe pediu: “Senhor, ensina-nos a rezar, como João ensinou aos seus discípulos”. 2Ele lhes respondeu: “Quando rezardes, dizei: Pai, santificado seja teu nome venha o teu reino; 3dá-nos o pão necessário para cada dia; 4 e perdoa os nossos pecados, porque também nós perdoamos a quem é o nosso devedor, e não nos deixes cair em tentação”

Leituras: Diretório da Liturgia e da Organização da Igreja no Brasil 2019 – Ano C – São Lucas, Brasília, Edições CNBB, 2018.

Citações bíblicas: Bíblia Mensagem de Deus, São Paulo, Edições Loyola, 2016.

 

Boa Nova para cada dia

 

Senhor, ensina-nos a rezar, como também João ensinou a seus discípulos (Lc 11,1).

Os discípulos de Jesus tinham observado como os discípulos de São João Batista se conservavam num estado espiritual mais fervoroso quando rezavam as orações que ele lhes ensinou.

Este era um modo de manter a lembrança daquele mestre espiritual ao longo dos dias, e em outras ocasiões em que não podiam estar com São João Batista.

Por outro lado, a vida de oração de São João Batista devia ser impressionante.

Ele era extremamente rigoroso consigo mesmo, exigente em seus deveres para com Deus. Ele se vestia com pele de camelo, comia mel silvestre e gafanhotos tostados na brasa.

Isto mostrava como ele era verdadeiro profeta em Israel.

Mas o que mais impressionaria seria sua constante intimidade com Deus. Isto era o que os seus discípulos também queriam ter. Portanto rezando como ele ensinava, os discípulos também se viam em união com Deus. Notemos como os discípulos tinham capacidade para entender estas coisas da vida de oração. Eram homens muito religiosos, os melhores israelitas daquele tempo.

Ora, os discípulos de Jesus, vendo como Ele rezava com tanta devoção, com palavras maravilhosas dirigidas a Seu Pai nos céus, quiseram aprender Dele também como rezar.

Como os discípulos de São João Batista, queriam igualmente experimentar a doçura da intimidade com Deus que Jesus mostrava ter.

O que Jesus lhes falava sobre Seu Pai devia deixá-los surpresos, maravilhados, encantados. Aquele tipo de oração, a de Jesus, deveria ser o melhor. Portanto Lhe pediram como rezar, e Jesus, com grande boa vontade, lhes ensinou o Pai Nosso.

Nós, como os discípulos de Jesus naquele tempo, podemos chegar a Deus maravilhados por esta oração tal como eles passaram a rezá-la.

Ela é de tal modo elevada e contém tantos pedidos importantes, que deveríamos rezá-la em atitude de adoração.

Nas Igrejas orientais o Pai Nosso provoca profunda comoção quando é rezado na Liturgia Eucarística. As pessoas entram em adoração, ajoelham-se e com profundo respeito, na presença de Deus, Lhe pedem tudo o que Jesus nos ensinou.

Vamos aprender a rezar com o maior respeito o Pai Nosso, sem distrações, sem que seja simples oração decorada. Que seja nosso momento fervoroso de união com Deus. Assim na terra como, no futuro, no céu.

Autor: Pe. Valdir Marques, SJ, Doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma


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