Liturgia do dia 16/08/2019

Leituras
Js 24,1-13
Sl 135(136),1-3.16-18.21-22.24
Mt 19,3-12

19ª Semana do tempo Comum

Sexta-Feira

Primeira Leitura: 

 

Salmo: 

R.: 

Segunda Leitura: 

Evangelho: 

Leituras: Diretório da Liturgia e da Organização da Igreja no Brasil 2019 – Ano C – São Lucas, Brasília, Edições CNBB, 2018.

Citações bíblicas: Bíblia Mensagem de Deus, São Paulo, Edições Loyola, 2016.

 

Boa Nova para cada dia

“ … como é que Moisés mandou dar certidão de divórcio e despedir a mulher?” (Mt 19,7).

A questão do divórcio é central no Evangelho de hoje.

Os fariseus foram falar sobre o divórcio com Jesus para lhe fazer uma armadilha. Sabiam que Jesus era contra o divórcio. E se Moisés o permitia, Jesus era quem estava errado. Esta era a armadilha pronta.

Mas os fariseus não conheciam o quanto Jesus era sábio e conhecia as Escrituras melhor do que eles.

Quando os fariseus perguntam se estava certo ou errado o que Moisés determinara sobre o divórcio, Jesus lhes responde que Moisés em princípio era contra o divórcio. O que ele fez foi por causa da dureza do coração dos judeus, que exigiram o divórcio para se contentarem, mudando suas esposas o quanto quisessem.

Jesus então lembra o que Moisés já sabia: em Gn 2,24 a Lei dizia que uma vez casados, os dois, marido e mulher, ‘são uma só carne’. Consequentemente, acrescenta Jesus, ‘o homem não separe o que Deus uniu’ (Mt 19,6b).

Jesus demonstrou que deste o tempo de Moisés, tempo em que vigorou o divórcio em Israel, o Povo de Deus viveu em pecado contra a Lei dada em Gn 2,24.

A coisa era de tal modo grave que Jesus continuou sua argumentação: Ele disse que uma vez divorciados, tanto o homem como a mulher cometem pecado de adultério, contra o sexto Mandamento da Lei de Deus. Portanto o divórcio é uma questão gravíssima que interfere na vida do casal mesmo que se considerem corretos depois de divorciados.

Ora, o divórcio é pecado contra o sexto Mandamento porque leva ao adultério. Os Mandamentos de Deus não podem ser discutidos.

Com Deus não se pode negociar para pecar. Seus Mandamentos são para nos orientar diante do perigo de ficarmos longe Dele como as ovelhas desgarradas. Os judeus negociaram com Moisés, e ele foi obrigado a admitir o divórcio contra a vontade de Deus.

Se nos deixamos orientar pelos Mandamentos de Deus encontraremos a única alegria que merece este nome. O Salmo 1,1-2 diz precisamente isto: feliz o homem que encontra na Lei do Senhor sua alegria; nela medita dia e noite.

Autor: Pe. Valdir Marques, SJ, Doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma


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