Liturgia do dia 15/08/2019

Leituras
Js 3,7-10a.11.13-17
Sl 113A(114),1-2.3-4.5-6 (R/. Aleluia)
Mt 18,21-19,1

19ª Semana do tempo Comum

Quinta-Feira

Primeira Leitura: Js 3,7-10a.11.13-17

7Os filhos de Israel fizeram o que era mau aos olhos de Javé. Esqueceram-se de Javé, seu Deus, e serviram aos Baalins e às Acherás. 8A ira de Javé acendeu-se então contra Israel, e ele os entregou às mãos de Cuchan-Rasataim, rei de Edom; durante oito anos serviram os filhos de Israel a Cuchan-Rasataim. 9Quando, porém, os filhos de Israel clamaram a Javé, este suscitou um salvador para libertar os filhos de Israel, a saber, Otoniel, filho de Cenez, irmão mais moço de Caleb. 10O espírito de Javé esteve com ele e ele julgou a Israel. 11O país ficou então em paz por quarenta anos. 13Eglon aliou-se aos filhos de Amon e Amalec, saiu em campanha, derrotou Israel e se apoderou da Cidade das Palmeiras. 14Dezoito anos serviram os filhos de Israel a Eglon, rei de Moab. 15Então clamaram os filhos de Israel a Javé, que lhes suscitou um salvador, chamado Eúd, filho de Gera, benjaminita, homem canhoto. Por meio dele os filhos de Israel enviaram o tributo a Eglon, rei de Moab. 16Eúd fez um punhal de dois gumes, de um gomed de comprimento, que cingiu debaixo da roupa, à coxa direita. 17Ofereceu pois o tributo a Eglon, rei de Moab. Ora, Eglon era muito gordo.

 

Salmo: Sl 113A(114),1-2.3-4.5-6 (R/. Aleluia)

R.: Aleluia!

1Quando Israel saiu enfim do Egito e a casa de Jacó de um povo estranho, 2 Jacó tornou-se o templo do Senhor e Israel tornou-se o seu domínio.

3O mar então o viu e pôs-se em fuga, as águas do Jordão retrocederam. 4 Saltaram as montanhas como ovelhas e as colinas como cordeirinhos.

5Que sentes tu, ó mar, para fugir, e tu, Jordão, por que voltar atrás? 6Por que saltais, montanhas, como ovelhas, e vós, colinas, como cordeirinhos?

Evangelho: Mt 18,21-19,1

21Pedro, então, chegou perto de Jesus e lhe perguntou: “Senhor, quantas vezes terei de perdoar a meu irmão, se pecar contra mim? Até sete vezes?”. 22Jesus lhe respondeu: “Eu não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23A propósito, o reino dos céus é semelhante a um rei que quis acertar as contas com seus servidores. 24Para começar, apresentaram-lhe um que devia dez mil moedas de grande valor. 25Como não tinha com que pagar, ordenou ao senhor que o vendesse com sua mulher, seus filhos e todos os bens que possuía, para que desse modo saldasse a dívida. 26Então, o servidor se atirou aos pés dele, suplicando: ‘Concede-me um prazo e eu te pagarei toda a dívida’. 27Compadecido, o senhor deixou o servidor em liberdade e perdoou-lhe a dívida. 28Ora, apenas saído, aquele servidor encontrou um dos seus companheiros que lhe devia cem pobres moedas. Agarrando-o pelo pescoço, sufocava-o, dizendo: ‘Paga o que deves!’ 29Mas o companheiro, caindo a seus pés, suplicavalhe, dizendo: ‘Concede-me um prazo e eu te pagarei tudo!’ 30Mas ele não quis concordar; pelo contrário, foi-se embora e mandou jogá-lo na cadeia até pagar a dívida. 31Vendo o que se passava, seus companheiros ficaram profundamente entristecidos e foram levar ao senhor a notícia desse caso. 32Então, o senhor o chamou e disse-lhe: ‘Servidor cruel! Eu te perdoei toda a dívida, porque me suplicaste isso. 33Não devias tu também ter pena do teu companheiro, como eu tive de ti?’ 34E, encolerizado, o senhor o entregou aos carrascos, até que pagasse toda a dívida. 35Do mesmo modo também procederá convosco meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão de todo o coração”. 1Quando Jesus acabou estes discursos, abandonou a Galileia e foi para a região da Judeia, que está além do Jordão.

Leituras: Diretório da Liturgia e da Organização da Igreja no Brasil 2019 – Ano C – São Lucas, Brasília, Edições CNBB, 2018.

Citações bíblicas: Bíblia Mensagem de Deus, São Paulo, Edições Loyola, 2016.

 

Boa Nova para cada dia

“… é assim que Meu Pai, que está nos céus, fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”. (Mt 18,35).

O perdão dos pecados é obtido na Igreja, conforme meditamos no Evangelho de ontem.

A condição para ser perdoado é a conversão dos pecados, com o pedido do perdão. Se esta condição falta, a Igreja não pode perdoar, porque não pode ser perdoado quem não quer ser perdoado.

Hoje o Evangelho nos traz uma parábola para ensinar outra condição para receber de Deus o perdão: é perdoar quem nos ofendeu. Quem não perdoa não merece ser perdoado. Por que? É porque aquele que não sabe perdoar não descobriu ainda a felicidade de viver na plena paz entre os filhos de Deus, os de coração puro que o contemplam já nesta vida (Mt 5,8). No Reino dos Céus não há lugar para quem tem o coração endurecido a ponto de não condividir com os outros o perdão que já recebeu de Deus. O céu é a morada de Deus, onde não há lugar para desentendimentos, ódio, vinganças.

Na missa de hoje ouçamos a parábola deste Evangelho com atenção e desejo de ter nossos corações sempre prontos a perdoar os que nos tem ofendido. E apresentemos a Deus nossos pedidos renovados de perdão pelas vezes em que fomos difíceis em perdoar os outros. Será desta maneira que entramos no mundo da paz de Deus e com toda a humanidade salva por Ele pelo Sangue de Jesus Cristo.

Autor: Pe. Valdir Marques, SJ, Doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma


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