Liturgia do dia 14/08/2019

Leituras
S. Maximiliano Maria Kolbe PresbMt., memória
Dt 34,1-12
Sl 65(66),1-3a.5 e 16-17 (R/. cf. 20a.9a)
Mt 18,15-20

19ª Semana do tempo Comum

Quarta-Feira

Primeira Leitura: Dt 34,1-12

1 Subiu Moisés das estepes de Moab para o monte Nebo, até o cume do Fasga, em frente a Jericó. Javé lhe mostrou todo o país: Galaad até Dan, 2 todo o Neftali e a terra de Efraim e de Manassés, e toda a terra de Judá até o mar Ocidental, 3o Negebe, o Distrito, o vale de Jericó, a cidade das palmeiras, até Segor. 4Javé lhe disse: “Eis a terra acerca da qual jurei a Abraão, Isaac e Jacó assim: ‘Dála-ei à tua posteridade’. Fiz que a visses com os teus olhos. Mas nela não entrarás”. 5Moisés, o servo de Javé, morreu lá, no país de Moab, conforme o oráculo de Javé. 6Ele o sepultou no vale, no país de Moab, em frente a Fegor. Ninguém soube do seu sepulcro, até hoje. 7Moisés tinha cento e vinte anos quando morreu; sua vista não se havia extinguido, nem se havia esgotado seu vigor. 8Os filhos de Israel prantearam Moisés durante trinta dias nas planícies de Moab. Depois terminaram os dias de pranto pelo luto de Moisés. 9Josué, filho de Nun, estava repleto do espírito de sabedoria, porque Moisés lhe havia imposto as mãos. A ele é que os filhos de Israel começaram a obedecer, executando a ordem que Javé dera a Moisés. 10Não mais surgiu em Israel profeta igual a Moisés, a quem Javé conhecia face a face, 11seja pelos sinais e prodígios que Javé o mandou fazer no Egito contra Faraó, contra seus servos e contra o seu país, 12 seja por todo o grande terror que Moisés operou a vista de todo Israel.

 

Salmo: Sl 65(66),1-3a.5 e 16-17 (R/. cf. 20a.9a)

R.: Deus não me repeliu, bendito seja, pois devolveu a vida à nossa alma!

1Do mestre de coro; canto, salmo. Gritai vivas a Deus, ó terra inteira, 2 cantai salmos em honra de seu nome, dai a Deus o louvor que lhe é devido! 3Dizei a Deus: “Terríveis tuas obras, pelo imenso poder que manifestam.

5Oh, vinde e vede, as obras do Senhor, temível por seus feitos entre os homens!

16Vós, que temeis a Deus, vinde escutar: vou narrar todo bem que ele me fez. 17Quando clamou por ele a minha boca, de profundos abismos me elevou.

Evangelho: Mt 18,15-20

15 Se teu irmão pecar contra ti, vai procurá-lo e o repreende a sós. Se te escutar, terás ganho teu irmão. 16Mas, se não te escutar, toma contigo uma ou duas pessoas para que, sob a palavra de duas ou três testemunhas, seja decidida toda a questão. 17Se também não quiser escutá-las, expõe o caso a Igreja. E, se não quiser escutar nem mesmo a Igreja, considera-o como um pagão e um desprezado cobrador de impostos. 18Eu vos declaro esta verdade: tudo o que ligardes na terra será ligado também no céu e tudo o que desligardes na terra será desligado também no céu. 19Eu vos repito: se dois dentre vós na terra se puserem de acordo para pedir seja qual for a coisa, esta lhes será concedida por meu Pai que está nos céus. 20Porque, onde estão dois ou três reunidos em meu nome, eu estou lá entre eles”.

Leituras: Diretório da Liturgia e da Organização da Igreja no Brasil 2019 – Ano C – São Lucas, Brasília, Edições CNBB, 2018.

Citações bíblicas: Bíblia Mensagem de Deus, São Paulo, Edições Loyola, 2016.

 

Boa Nova para cada dia

“… tudo o que ligardes na terra será ligado no céu …” (Mt 18,18a).

Ontem meditamos sobre a necessidade de conversão para, tendo o coração puro e inocente como o de uma criança, entrarmos no Reino dos Céus, onde veremos a Deus.

Hoje Jesus nos ensina como podemos obter o perdão de nossos pecados uma vez que, convertidos, desejamos ter nossos corações purificados, entrarmos no Reino dos Céus e vermos Deus.

Como Jesus faz isto?

Ele previu a formação de uma grande comunidade de pessoas, convertidas e salvas, compondo o que Ele mesmo chamou de Sua Igreja.

Na Igreja há casos de pessoas que ofendem os outros ou que retornaram aos pecados antes de sua primeira conversão. Estas pessoas precisam ser advertidas para voltarem ao Reino dos Céus.

Mas quem vai dizer a estes pecadores que seus pecados foram perdoados pelo Sangue de Jesus na cruz, e que eles podem retornar ao rebanho de Deus, Sua Igreja?

Jesus deixa bem claro: Ele deu à comunidade cristã, composta por seus discípulos, a Sua Igreja, o poder de acolher os pecadores arrependidos e de repelir quem se recusa a conversão. É o ‘poder das chaves’ dados a São Pedro e à Igreja.

Se os pecadores recusam o convite de conversão, são condenados; a culpa não é de Deus nem da Igreja. É de quem permanece empedernido em seus pecados. Tal pecador se condena a si mesmo. Não é Deus nem a Igreja que o condenam.

O Evangelho de hoje termina com outro ensino de Jesus. Este ensino diz respeito à comunidade da Igreja diante dos pecados de seus membros. Jesus diz que a comunidade deve pedir a Deus a conversão de seus pecadores. Se dois ou três apresentarem a Deus este pedido em nome de Jesus, este pedido será atendido. É assim no Reino de Deus. Deus quer que Lhe peçamos o que precisamos para nos atender.

Qualquer cristão que já fez pedidos a Deus tem a experiência de ser atendido. Se Deus não atendeu, foi porque tinha algo melhor a dar a seus filhos. Deus somente nos atende o que e quando precisamos para nosso bem espiritual em primeiro lugar. Para nossas necessidades materiais o próprio Jesus nos ensina a pedir, no Pai Nosso: ‘o pão nosso de cada dia nos dai hoje’.

Tenhamos presentes todas as pessoas que vivem no pecado e que Deus deseja ver de volta a seu rebanho. Podem ser nossos amigos, nossos parentes, nossos inimigos – se é que os temos – para que Deus nos atenda, alegrando-Se Ele mesmo e nos alegrando como membros de Sua Igreja.

Autor: Pe. Valdir Marques, SJ, Doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma


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