Caros irmãos e irmãs de caminhada.

MCC: Caminho de Santificação

DECOLORES!

Sede misericordiosos como vosso pai é misericordioso” (Lc. 6,36).

Hoje pretendo falar de um tema que não é pacífico, nem fácil. Também não tenho a intenção de ensinar e dar respostas, mas propor uma reflexão. Despertar o interresse sobre o assunto.

Claro, creio que vou trazer algo de novo para ser meditado, estudado e, sobretudo, assumido…  

A finalidade última do cursilho é a transformção dos ambientes, os denominados núcleos ambientais. Quero falar, então, dos núcleos e, também, das pequenas comunidades de fé. No entanto, creio não serem a mesma coisa.

Hoje vou me ater aos núcleos: formas de ser sal, fermento e luz no ambiente. O cursilhista que sai do cursilho consciente de que sua missão é transformar os ambientes, deve sentir-se portador de um núcleo interior, isto é, de uma força transformadora que o mova a querer transformar seu ambiente num espaço de justiça, paz e amor.  Portanto, o núcleo é algo vital, um princípio que precisa germinar onde o cursilhista vive e atua. Ele carrega a força do núcleo.

Daí, concluo que o núcleo nasce, construi-se a partir de dentro. É como uma semente que germina, nasce. Como o sal que age de dentro, como o fermento que silenciosamente transforma.  Claro, o cursilhista precisará conquistar, pela sua palavra e testemunho, outros membros do seu ambiente, para somarem com ele no processo de mudança, transformar daquilo que não corresponde ao plano de Deus. Para isso ele sempre deverá ter presente o ver e o discernir, para depois partir para o agir. Aos poucos ele irá conquistando adeptos da proposta de mudança, tornando o ambiente cada vez mais justo e humano. Portanto, cada cursilhista precisa sair do Cursilho com a consciência de que é chamado a ser um princípio de núcleo e de que deve juntar-se a outros para ter força transformadora.

o confundir reunião com núcleo, o núcleo é vital, o núcleo são as pessoas e não os meios usados. As reuniões não necessariamente acontecem no ambiente, creio até não ser o espaço adequado para tal. No ambiente devem ocorrer as ações transformadoras, que sempre partem das atitudes dos agentes (cursilhistas).

É importante lembrar que muito mais que fazer é ser, é ser diferente, viver diferente, portar-se diferente, falar diferente. A vida do cursilhista precisa ser o diferencial. É evidente que, se o cursilhista quiser fazer a transformação sozinho, com certeza não terá grande sucesso, pois a realidade é complexa, daí ser necessário conquistar, pela amizade e pelo exercício do ver e do discernir, outros participantes do ambiente para se somarem ao núcleo. Portanto, o núcleo está sempre plantado no interior do ambiente, nunca fora, para só depois atuar dentro do ambiente. Finalizando: o núcleo é vital, nao é uma estrutura, e deveria ser alimentado pela escola vivencial.

Pai nosso…

Nascemos para Evangelizar.

Pe. Xiko

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