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CARTA MCC BRASIL – JUL 2019 – 239ª.

 

“Felizes os que promovem a paz,

porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5,9)

Caríssimos leitores e leitoras, esteja com vocês a paz do Senhor Jesus!

Introdução. É oportuno lembrar que nossa proposta para as reflexões nestas Cartas mensais do corrente ano gira em torno da “Exortação Apostólica Gaudete et Exsultate – sobre o chamado à santidade no mundo atual” do papa Francisco. O tema desta Carta, portanto, será a PAZ que a GE nos apresenta no contexto do Capítulo III (87-89) que gira em torno das bem-aventuranças.

Todas as “bem-aventuranças” anunciadas por Jesus no capítulo 5 do Evangelho de Mateus são vitais para quem quer percorrer os caminhos da santidade no mundo atual. De maneira muito especial para aqueles e aquelas que optam por participar de uma comunidade ou de um movimento eclesial como é, por exemplo, o nosso Movimento de Cursilhos, pois no contexto do seu carisma está a finalidade de levar seus participantes a um encontro com Cristo. Encontro que não se dá somente durante um Cursilho, mas deve continuar numa busca incessante durante toda a vida.

  1. Construir uma cultura de paz. Não é difícil de perceber uma grande diferença entre buscar uma paz momentânea, seja entre os povos, seja entre as pessoas, e “construir uma cultura de paz”. Cultura significa profunda mudança de costumes, de procedimentos e, sobretudo, de mentalidade. Cultura é a mentalidade que passa de geração a geração, provocando comportamentos e decisões que, para os seguidores das bem-aventuranças de Jesus, são iluminados pela fé.
  1. Atitudes destruidoras da paz. Na GE encontramos alguns detalhes que mostram como se destrói e paz e que, em geral, passam despercebidos: “Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus». Essa bem-aventurança faz-nos pensar nas numerosas situações de guerra que perduram. Da nossa parte, é muito comum sermos causa de conflitos ou, pelo menos, de incompreensões. Por exemplo, quando ouço qualquer coisa sobre alguém e vou ter com outro e lhe digo; e até faço uma segunda versão um pouco mais ampla e espalho-a. E, se o dano que consigo fazer é maior, até parece que me causa maior satisfação. O mundo das murmurações, feito por pessoas que se dedicam a criticar e destruir, não constrói a paz. Pelo contrário, tais pessoas são inimigas da paz e, de modo nenhum, bem-aventuradas” (GE 87).

 

  1. Cultura de paz: reintegração e diálogo. Ai está o grande desafio, tanto em nível social como a partir de decisões pessoais. Já a GE mostra com clareza as dificuldades e os obstáculos para se chegar a essa cultura de paz: “Não é fácil construir essa paz evangélica que não exclui ninguém; antes, integra mesmo aqueles que são um pouco estranhos, as pessoas difíceis e complicadas, os que reclamam atenção, aqueles que são diferentes, aqueles que são muito fustigados pela vida, aqueles que cultivam outros interesses. É difícil, requerendo uma grande abertura da mente e do coração, uma vez que não se trata de “um consenso de escritório ou uma paz efêmera para uma minoria feliz”, nem de “um projeto de poucos para poucos”. Também não pretende ignorar ou dissimular os conflitos, mas “aceitar suportar o conflito, resolvê-lo e transformá-lo no elo de ligação de um novo processo”. Trata-se de ser artesãos da paz, porque construir a paz é uma arte que requer serenidade, criatividade, sensibilidade e destreza. Semear a paz ao nosso redor: isso é santidade” (GE 89).

 

 

Sugestão para reflexão pessoal e/ou em grupo. Que dificuldades você tem encontrado no seu coração para construir, no seu interior e ao seu redor, uma cultura de paz? Em geral, não é difícil identificar nos Movimentos e nas Comunidades eclesiais muitos obstáculos à construção de uma cultura de paz. Que atitudes praticar para alcançar esse objetivo proposto pelas bem-aventuranças?

Rezando para que a paz encontre terreno fecundo nos corações dos cristãos e germine de tal modo que seus frutos possam chegar aos que dela necessitam, despeço-me com um abraço fraterno.

Pe. José Gilberto BERALDO

Equipe sacerdotal do Grupo Executivo Nacional

MCC Brasil

E-mail: jberaldo79@gmail.com

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