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CARTA MCC BRASIL – MAI 2019 – 237ª.

“… o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem…A virgem se chamava Maria. O anjo entrou onde ela estava e disse:
“Alegra-te, cheia de graça! O Senhor está contigo” (Lc1, 26b-28).

Caríssimos(as) amigos(as), leitores e leitoras: estejam com vocês a paz e a graça de Nosso Senhor Jesus
Cristo!

Introdução. Ao pensar em um planejamento de assuntos para nossas Cartas mensais deste ano, sendo um ano que o MCC do Brasil escolheu para uma reflexão mais aprofundada sobre a importante Exortação Apostólica do Papa Francisco, cujo tema é o “chamado à santidade no mundo atual “Gaudete et Exultate”
(GE – “Alegrai-vos e Exultai”), chegamos ao tema do AMOR. Ora, por providencial coincidência, estamos no mês de maio, tradicionalmente dedicado pela Igreja à Mãe de Deus e nossa, a Virgem Maria. Assim, num primeiro momento vamos esclarecer brevemente as origens dessa santa tradição para, em seguida, buscar na GE uma referência a Maria.

1. Possíveis origens da especial veneração a Maria no mês de maio. Ao pesquisar a origem do tradicional mês dedicado a Maria, o mês de maio, pode-se concluir que, como tantos outros eventos celebrados pela Igreja Católica, este também nasce de algumas celebrações dedicadas a deuses e deusas do paganismo. Motivavam-nas tempos característicos da natureza. Por exemplo, na Grécia o mês de maio
era dedicado a Artemisa, deusa da fecundidade; em Roma, o mesmo mês era dedicado a Flora, deusa da vegetação ao se celebrarem os “jogos florais”. Quase que “inculturando” – digamos – tais heranças pagãs que se refletiam na chegada do bom clima, no afastamento do inverno e na consideração do dia primeiro de maio como sendo o apogeu da primavera, durante vários séculos a Igreja Católica dedicou todo o mês de maio a honrar a Virgem Maria, Mãe de Deus, como Mãe fecunda e Flor primaveril. Pode-se, então, concluir que a ideia de um mês dedicado especificamente a Maria remonta a meados do século XVII. No decorrer do tempo, alguns atributos de Maria – a Maternidade Divina, a Virgindade Perpétua, a Imaculada Conceição e a Assunção – foram declarados dogmas católicos

2. Maria na Exortação Apostólica “Gaudete et Exultate”. No texto de toda a Exortação sobre a santidade, não encontramos nenhum parágrafo especialmente dedicado a Maria, a não ser o penúltimo, 176, a modo de “coroamento”, como diz o Papa. Entretanto, o mesmo texto está todo permeado pelo amor. Pois só pode ser santo ou santa aquele ou aquela que transpira amor: “Sede santos, porque eu sou
santo” (Lv 11,44). Ora, a autêntica santidade está no amor! “Deus é Amor” (1Jo 4, 16ª). Perguntamos: quem mais do que Maria viveu do amor e pelo amor? Desde o primeiro “sim” na alegria da maternidade divina (Lc 1,28), passando pelo “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5) da transformação de água em vinho nas Bodas de Caná, até o coração transpassado aos pés da cruz e na surpresa da “Mulher, eis aí o
teu filho” e “Filho, eis a tua Mãe” (Jo 19, 26-27). Maria é a mais pura expressão do amor!

Concluímos com o papa Francisco na mesma Exortação: “Desejo coroar estas reflexões com a figura de Maria, porque ela viveu como ninguém as bem-aventuranças de Jesus. É aquela que estremecia de júbilo na presença de Deus, aquela que nservava tudo no seu coração e se deixou atravessar pela espada. É a mais bençoada dos santos entre os santos, aquela que nos mostra o caminho da santidade e nos acompanha. E, quando caímos, não aceita nos deixar por terra e, às vezes, nos leva em seus braços
sem nos julgar. Conversar com ela nos consola, nos liberta, nos santifica. A Mãe não necessita de muitas palavras, não precisa que nos esforcemos demasiado para lhe explicar o que se passa conosco. É suficiente sussurrar uma vez e outra: “Ave, Maria…” (GE 176).

Sugestão para reflexão pessoal e/ou em grupo. Durante todo o mês de maio, buscar nos Evangelhos a essência da devoção a Maria, deixando de lado devoções pessoais, supostas visões ou imaginárias revelações, etc. para voltar ao essencial da Palavra e reencontrar, assim, a verdadeira face de Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe!
Com meu carinhoso abraço, deixo-lhes meu desejo de uma experiência consciente, alegre e profundamente encarnada do amor de nossa querida Mãe.

Pe. José Gilberto BERALDO

Equipe sacerdotal do Grupo Executivo Nacional

MCC Brasil

E-mail: jberaldo79@gmail.com

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