Páscoa festa do amor!

Iniciamos, no dia 14 de abril (ontem), mais uma Semana Pascal. Somos convidados a seguir os últimos passos, palavras e gestos do Senhor Jesus. Nós O aclamamos  na sua entrada triunfal em Jerusalém. Escutamos, junto com os admiradores de seu tempo, aclamarem-nO com ramos de oliveira  e cânticos.

Nesta semana,  estaremos com Ele no templo, sobretudo no templo de nosso interior, meditando suas palavras e renovando nossa fé.

Sentaremos com Ele à mesa da fraternidade, à mesa do serviço, à mesa do mistério, e com Ele aprenderemos, especialmente, do gesto do lava-pés, a nos tornarmos servidores dos irmãos, condição para sermos felizes.

Da mesa seguiremos com Ele o caminho do calvário, o itinerário da paixão e n’Ele e com Ele lembraremos de todos os que hoje sobem seus calvários, no dia a dia de suas vidas. Não esqueceremos o terno e solidário gesto de Verônica, de secar o rosto ensanguentado do Mestre. Assim também nós desejaremos secar o rosto ensanguentado, devido à violência, de tantos irmãos nossos de caminhada.

Neste caminho de Calvário, contemplaremos a fragilidade humana nas quedas de Jesus, mas sobretudo sentiremos a coragem e a valentia de quem assumiu uma missão e a cumpre até o fim, sem revolta, sem queixas, apesar das  quedas.

Não deixaremos de nos comover diante do encontro de Jesus com sua mãe e, nesta hora, traremos presente,  em nossas mentes, todos os encontros de mães sofredoras no calvário de seus filhos.

A exemplo de Maria, a Mãe de Jesus, queremos ir até o pé da cruz. Não para sermos assistentes de um drama, mas para embebermo-nos da ternura, da grandeza e do amor de um Deus que se faz totalmente gratuidade.

Ao relembrar este doloroso acontecimento, traremos presente o sofrimento, as mortes injustas, as cruzes onde se encontram incontáveis seres humanos. No entanto, faremos renascer em nós o desejo de estar ao pé da cruz de cada sofredor, irmão nosso.

Não teremos medo de ir até a sepultura, não só para ver colocar o corpo do Senhor, mas para colocarmos na mesma sepultura de Jesus tantos corpos estranhos que ao longo da vida entraram em nossa história.

Não terminaremos aí nossa caminhada pascal. Como as mulheres de então, romperemos a madrugada e iremos ver, na manhã do dia seguinte, a sepultura vazia, a pedra removida, os lençóis dobrados e um anjo a dizer: “Ele não está aqui, está vivo. Ressuscitou”!

Sairemos, então, correndo para contar aos irmãos de caminhada: fomos ao túmulo, está realmente vazio, Ele ressuscitou, está vivo, vamos vê-lO na Galileia!

Assim, renovados na fé e na esperança, queremos celebrar o mistério da Páscoa. Desejamos, com o Senhor Jesus, ressuscitar para uma nova vida, com mais fé, mais esperança e mais ternura.

Desejo vida nova, luz para nossos caminhos. Uma abençoada Páscoa.

Pe. Xiko

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