Liturgia do dia 13/04/2019

Leituras
Ez 37,21-28
Cânt.: Jr 31,10.11-12ab.13 (R/. cf. 10d)
Jo 11,45-56

5ª semana da Quaresma

Sábado

Primeira Leitura: Ez 37,21-28

21E dize-lhes o seguinte: Assim fala o Senhor Javé: Eis que tirarei os filhos de Israel do meio das nações entre as quais agora se encontram. Reuni-losei de todos os lados e os estabelecerei novamente em sua própria terra. 22Farei deles um só povo, nas montanhas de Israel. Um único rei será o rei de todos. Não mais serão dois povos e não mais se dividirão em dois reinos. 23Não mais se contaminarão com seus ídolos e figuras abomináveis e demais práticas abomináveis Livrá-los-ei de todas as infidelidades que cometeram e os purificarei. Serão meu povo e eu serei seu Deus. 24Meu servo Davi reinará sobre eles e haverá para todos um só pastor. Viverão segundo meus mandamentos, observarão minhas ordens e as porão em prática. 25Habitarão na terra que dei a meu servo Jacó e na qual habitaram seus antepassados. Nela habitarão eles, seus filhos e seus netos, para sempre, e meu servo Davi será seu príncipe, para sempre. 26Concluirei com eles uma aliança de paz, que será uma aliança eterna. Eu os multiplicarei e colocarei meu Santuário no meio deles, para sempre. 27Minha Morada estará sobre eles, sendo eu para eles seu Deus e sendo eles o meu povo. 28Reconhecerão os povos que eu sou Javé, santificador de Israel, quando meu Santuário estiver no meio deles para sempre.

Salmo: Cânt.: Jr 31,10.11-12ab.13 (R/. cf. 10d)

R.: O Senhor nos guardará como um pastor seu rebanho

10Ouvi, nações, a palavra de Javé, anunciai-a às ilhas longínquas: “O que dispersou Israel o recolhe, e o guarda como um pastor seu rebanho”.

11Pois Javé redimiu Jacó, resgatou-o da mão do mais forte. 12abVirão alegres às alturas de Sião, afluirão para as bênçãos de Javé.

13Então a virgem dançará alegremente, jovens e velhos, todos juntos: mudarei seu luto em regozijo, confortá-los-ei, mudarei sua dor em alegria.

Evangelho: Jo 11,45-56

45Muitos dos judeus, que tinham ido visitar Maria e viram o que Jesus havia feito, creram nele. 46Alguns, pelo contrário, foram ter com os fariseus e contaram-lhes o que Jesus tinha feito. 47Os sacerdotes-chefes e os fariseus reuniram o Conselho e discutiram: “Que faremos? Este homem está fazendo muitos sinais. 48Se o deixarmos continuar assim, todos crerão nele, depois virão os romanos e destruirão nosso lugar santo e nossa nação”. 49Um deles, Caifás, que era o Sumo Sacerdote neste ano, lhes disse: “Vós não entendeis nada! 50Não compreendeis então que é melhor para vós morrer um só homem pelo povo, do que ser destruída toda a nação?”. 51Não falou isto por si mesmo, mas, sendo o Sumo Sacerdote daquele ano, profetizou que Jesus haveria de morrer por toda a nação. 52E não só por toda a nação, mas também para congraçar, na unidade, todos os filhos de Deus que estão dispersos. 53A partir desse dia resolveram matá-lo. 54 Por isso Jesus já não andava em público entre os judeus; mas retirou-se dali para a região vizinha do deserto, na cidade chamada Efraim, e ficou ali com seus discípulos. 55Ora, estava próxima a Páscoa dos judeus. Antes dela muitos da região subiram a Jerusalém para se purificar. 56Então procuravam a Jesus e comentavam entre si, quando se encontravam no Templo: “Que vos parece? Será que ele virá à festa?”.

Leituras: Diretório da Liturgia e da Organização da Igreja no Brasil 2019 – Ano C – São Lucas, Brasília, Edições CNBB, 2018.

Citações bíblicas: Bíblia Mensagem de Deus, São Paulo, Edições Loyola, 2016.

 

Boa Nova para cada dia

É melhor um só morrer pelo povo do que perecer a nação inteira… (Jo 11,50).

Caifás em reunião com os fariseus no Conselho do Sinédrio, interpretou de modo humano o sinal que Jesus dera com a ressurreição de Lázaro. Foi por isso que na mente de Caifás Jesus era unicamente um perigo para o Sinédrio, para ele mesmo, Sumo Sacerdote Caifás, e, supostamente assim, para o povo.

Ora, esta maneira de entender apenas com interesses humanos todos os sinais que Jesus dava de ser o enviado de Deus, era a mais errada e contrária ao modo como Deus mesmo via a ação salvadora de seu Filho Jesus.

Deus entendia a obra do Seu Filho de maneira divina. Caifás e o Conselho do Sinédrio entendia a obra de Jesus de maneira meramente humana.

E, desta maneira, longe de Deus, e pensando somente em seu interesse, Caifás errou. Deu como desculpa a suposta necessidade de salvar dos romanos o povo judeu. Não entendeu que a Salvação do povo judeu dependia do plano de Deus realizado por Seu Filho Jesus.

A maneira de ver as coisas pelo puro interesse humano sem consultar a vontade de Deus leva a erros. E o erro de Caifás levou a sua condenação. Ele foi responsável pela morte de Jesus entregue aos romanos.

Esta e muitas outras lições nos são dadas pela meditação dos Evangelhos deste tempo de Quaresma. Peçamos a Sabedoria do Espírito Santo para interpretá-los com a mente de Deus.



Autor: Pe. Valdir Marques, SJ, Doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.  


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