Estamos iniciando a segunda semana do tempo da Quaresma.

Na primeira semana fomos convidados a acompanhar Jesus ao deserto, ao recolhimento, ao silêncio para melhor compreender o que nos propõe este tempo de Quaresma: crescer no conhecimento de Jesus e responder ao seu amor com uma vida mais santa. Como crescemos no conhecimento, estando mais perto d’Ele, ouvi-lo com mais atenção, rever nossas atitudes e, sobretudo, renovando nosso amor e fidelidade no seguimento aos seus ensinamentos. Crescer no conhecimento significa crescer no amor para com Ele. Quem mais ama mais conhece.

Nesta semana somos convidados a aceitar o convite de Jesus de subir com Ele a montanha. Não, porém, sozinhos, mas em comunidade, com Pedro, Tiago e João. Qual a montanha?

A montanha de nossa comunidade, de nosso grupo, de nosso movimento. E lá, na montanha, deixar-nos envolver pela “nuvem”; pelo clima de ternura, de misericórdia de Deus e aguçar os ouvidos para escutar e ouvir de dentro da “nuvem”.

A declaração que nos é dirigida a cada um: “Este é meu Filho muito amado em quem pus toda a minha afeição”! Este filho hoje somos nós, chamados, como Pedro, Tiago e João, depois de ouvir a declaração e prostrar-nos com o rosto por terra, em sinal de reconhecimento e adoração, reconhecendo a presença amorosa de Cristo.

Podemos até desejar fazer tendas para permanecer na montanha, pois é fascinante ficar junto do Senhor. Mas ouviremos outro convite, para descer a montanha, voltar à planície, aos ambientes, porque aí é nosso lugar.

Portanto, irmãos, não tenhamos medo de subir a montanha; não tenhamos medo de permitir que a nuvem da misericórdia nos envolva; não tenhamos receio de escutar a voz carinhosa que nos declara que somos filhos e filhas. Mas, sobretudo, não tenhamos medo de voltar à planície para contar a experiência vivida no monte.

Este texto é extremamente analógico ao que acontece e aconteceu em nosso Cursilho. Subimos a montanha, fomos envolvidos pelo clima de ternura, ouvimos a declaração de amor de Cristo, até tivemos a tentação de permanecer lá, mas descemos para o nosso quarto dia, para os nossos ambientes.

Mas, nesta semana recebemos a proposta de voltar à montanha e renovar a experiência do encontro.

Boa semana.

Pe. Xiko

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