Liturgia do dia 07/03/2019

Leituras
Dt 30,15-20
Sl 1,1-2.3.4 e 6 (R/. Sl 39,5a)
Lc 9,22-25

5ª-feira depois das Cinzas

Quinta-Feira

Primeira Leitura: Dt 30,15-20

15Vê, eu te proponho hoje a vida e a felicidade, ou a morte e a desgraça. 16Se tu obedeces aos mandamentos de Javé, teu Deus, que eu te ordeno hoje, amando Javé, teu Deus, marchando em seus caminhos, observando seus mandamentos, suas ordens e suas normas, tu viverás, e te multiplicarás, e Javé, teu Deus, te abençoará no país onde vais entrar para dele tomar posse. 17Mas se o teu coração se desviar, não escutares e te prostrares diante de outros deuses e os servires, 18 eu vos declaro, neste dia, que certamente perecereis, que não prolongareis vossos dias sobre a terra onde, passado o Jordão, vais entrar para dela tomar posse. 19Tomo hoje como testemunhas contra vós, o céu e a terra: eu vos propus a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe a vida, para que vivas, tu e a tua posteridade, 20 amando a Javé, teu Deus, escutando a sua voz e apegando-te a ele. Porque essa é a tua vida com os longos dias que terás, morando na terra que Javé jurou a teus pais, Abraão, Isaac e Jacó, que lhes haveria de dar”.

Salmo: Sl 1,1-2.3.4 e 6 (R/. Sl 39,5a)

R.: Feliz quem nele põe sua esperança!

1Feliz quem não se conduz segundo as normas dos ímpios, nem segue a estrada dos maus ou vem sentar-se com eles, 2mas ama a lei do Senhor, e dia e noite a medita!

3Ele será como a árvore plantada à beira do rio, que produz fruto a seu tempo e cujas folhas não secam. Dá certo tudo o que faz.

4mas outra é a sorte dos ímpios, palha que o vento dispersa. 6Vela o Senhor com carinho sobre o caminho dos bons, enquanto a estrada dos ímpios só conduz à perdição.

Evangelho: Lc 9,22-25

22E continuou: “O Filho do homem deverá sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, sacerdotes-chefes e mestres da lei e, afinal, ser morto, mas ressuscitará no terceiro dia”. Condições para seguir a Jesus. 23Depois, dirigiu-se a todos, dizendo: “Se alguém quiser me seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz de cada dia, e então me siga. 24Porque quem quiser salvar sua vida vai perdê-la, mas quem perder sua vida por minha causa vai salvá-la. 25De fato, de que serve ao homem ganhar o mundo inteiro, se ele se perde e se arruína?

Leituras: Diretório da Liturgia e da Organização da Igreja no Brasil 2019 – Ano C – São Lucas, Brasília, Edições CNBB, 2018.

Citações bíblicas: Bíblia Mensagem de Deus, São Paulo, Edições Loyola, 2016.



Boa Nova para cada dia

Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se se perder ou causa dano a si mesmo? (Lc 9,35)

Estamos habituados a ouvir esta advertência de Jesus aplicando-a, muito corretamente, a nós mesmos, como Ele quis.

Sabemos que o risco de perder a Vida Eterna é real pelas tentações que o mundo e o inimigo nos fazem.

Mas hoje vamos refletir sobre este ensino de Jesus sob outro ponto de vista: o Dele mesmo.

De fato, o Filho de Deus recebeu do Pai um corpo como o nosso no seio da Virgem Maria. O Filho de Deus nasceu homem.

E como todo homem entendeu no valor de sua vida humana para Deus e para toda a humanidade. No deserto foi tentado pelo demônio a possuir todos os reinos da terra (Mt 4,9) desde que o adorasse. Jesus sentiu a tentação de todos os seres humanos: a riqueza, a fama e o poder. No entanto Jesus se recusou a ter tudo isto e a adorar o demônio arruinando sua vida como ser humano e sua missão salvadora recebida do Pai. As consequências vieram: e são as que lembramos sobre a Paixão de Jesus neste início da Quaresma. Jesus vai pagar com sua vida terrena a rejeição das tentações do inimigo para garantir sua Vida Eterna na Ressurreição e trazer a Ressurreição a todos os que Ele salva.

Ora, se Jesus pôde vencer as tentações, com Ele, e não sem Ele, podemos também conseguir nossa Vida Eterna. Pensemos neste efeito da Paixão e Morte de Jesus nesta quinta-feira depois das Cinzas: nossos pecados são perdoados pelo sacramento da reconciliação e mereceremos, como Jesus e por meio Dele, a Vida Eterna.

 

Autor: Pe. Valdir Marques, SJ, Doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma


Siga-nos: