Liturgia do dia 26/02/2019

Leituras
Eclo 2,1-13 (grego: 1-11)
Sl 36(37),3-4.18-19.27-28.39-40 (R/. cf. 5)
Mc 9,30-37

7ª Semana do Tempo Comum

Terça-Feira

Primeira Leitura: Eclo 2,1-13 (grego: 1-11)

1Meu filho, queres servir ao Senhor? Prepara-te para a prova! 2Torna teu coração reto, sê corajoso e não te abales na desventura. 3Une-te ao Senhor, não te afastes dele e serás exaltado em teu último dia. 4Tudo o que acontecer, aceita-o, sê paciente nas vicissitudes da humilhação, 5pois no fogo se prova o ouro e no cadinho da humilhação os que agradam a Deus. 6Confia no Senhor que cuidará de ti; segue um caminho reto e espera nele. 7Vós que temeis o Senhor, confiai em seu amor; para não cair, não desvieis no caminho. 8Vós que temeis o Senhor, esperai nele, não falhará vossa recompensa. 9Vós que temeis o Senhor, esperai seus favores, a alegria eterna e a misericórdia. 10Considerai as gerações passadas e vede: quem, confiando no Senhor, foi confundido? Quem, perseverando em seu temor, foi abandonado? Quem o invocou, sem ser ouvido? 11O Senhor é compassivo e misericordioso: perdoa os pecados e salva na aflição. 

 

Salmo:  Sl 36(37),3-4.18-19.27-28.39-40 (R/. cf. 5)

R.:Entrega o teu destino aos seus cuidados e conta com o Senhor: ele agirá!

3Confia no Senhor e faze o bem, e viverás tranquilo em tua terra; 4 coloca no Senhor tua alegria, e mais do que desejas te dará. 

18Sobre a vida dos justos vela Deus: para sempre será a sua herança.19Não se verão frustrados nos maus dias,mas no tempo da fome, saciados.

27Afasta-te do mal e faze o bem, e terás uma casa para sempre.28Porque ama o Senhor o que é direito, e jamais desampara os seus amigos. Mas os ímpios serão exterminados, a sua descendência há de extinguir-se.

39Vem do Senhor a salvação dos justos, nos dias de aflição é o seu refúgio. 40Liberta-os e protege-os contra os ímpios, guarda os que junto a ele se abrigaram.

 

Evangelho: Mc 9,30-37

30Partindo dali, atravessaram a Galileia. Ele não queria que ninguém soubesse disto, porque ensinava aos discípulos: 31 “O Filho do homem será entregue às mãos dos homens e lhe tirarão a vida. Uma vez morto, ressuscitará, depois de três dias!”. 32Eles não compreendiam esta palavra, mas tinham medo de fazer-lhe perguntas. Discussão sobre a precedência.33Chegaram a Cafarnaum e, em casa, Jesus lhes perguntou: “Que é que estáveis discutindo no caminho?”. 34Mas os discípulos permaneciam calados, porque no caminho tinham discutido sobre quem seria o maior. 35Então Jesus se sentou, chamou os Doze e lhes disse: “Se alguém quer ser o primeiro, seja o último de todos e o servidor de todos”. 36Depois, pegou uma criança e a colocou no meio deles. Ele a tomou nos seus braços e lhes disse: 37 “Quem acolhe uma destas crianças em meu nome, a mim acolhe. E quem me acolhe, não é só a mim que acolhe, mas também àquele que me enviou”.

Leituras: Diretório da Liturgia e da Organização da Igreja no Brasil 2019 – Ano C – São Lucas, Brasília, Edições CNBB, 2018.

Citações bíblicas: Bíblia Mensagem de Deus, São Paulo, Edições Loyola, 2016.



Boa Nova para cada dia

“O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens,

e eles o matarão.

Mas, três dias após sua morte, Ele ressuscitará” (Mc 9,31).

Esta passagem do Evangelho nos mostra como Jesus via sua Morte e Ressurreição com a maior seriedade possível.

Ele imaginava que seus discípulos as veriam da mesma maneira, e esperava que eles comentassem e perguntassem como seria a Morte de Jesus. E, mais ainda, esperava que tivessem interesse em entender o que Ele queria dizer com Sua Ressurreição. Certamente Jesus teria preparado uma bela exposição sobre tudo isto, e os discípulos ficariam muito enriquecidos espiritualmente.

No entanto Jesus encontra nos discípulos pouco caso sobre estas questões extremamente sérias.

Eles estavam mais ocupados em imaginar o Reino de Deus instalado no mundo por Jesus, e em perguntarem-se pelos primeiros lugares na ‘corte’ de Jesus Rei.

Os discípulos, neste caso como em outros, puseram à prova a paciência de Jesus.

Jesus mesmo tinha ensinado, numa parábola, que uma pessoa convidada a um banquete não procurasse o primeiro lugar, mas o último, para, então, ser convidado pelo anfitrião a um lugar mais elevado (Lc 14,8).

No Evangelho de hoje Jesus tem que repetir a mesma lição aos discípulos.

Eles eram realmente homens de coração endurecido.

A propósito disto, pensemos: nem os santos, como deviam ser os discípulos de Jesus, eram livres da tentação da ambição, do orgulho, das vantagens nesta vida. Somente depois que Jesus ressuscitar os discípulos se converterão de verdade.

E em relação a nós mesmos? Somos também discípulos de Jesus.

Quantas vezes Ele terá que suportar nossa dureza de coração?



Autor: Pe. Valdir Marques, SJ, Doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.


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