Liturgia do dia 23/02/2019

Leituras
Hb 11,1-7
Sl 144(145),2-3.4-5.10-11 (R/. cf. 1b)
Mc 9,2-13

6ª Semana do Tempo Comum

Sábado

Primeira Leitura: Hb 11,1-7

1A fé é a garantia dos bens que esperamos, a certeza das coisas que ainda não vemos. 2Pela fé é que os antepassados receberam um bom testemunho. 3Pela fé é que sabemos que o universo foi ordenado pela palavra de Deus, de forma que o mundo visível não procedeu de outras coisas visíveis. 4Foi pela fé que Abel ofereceu um sacrifício superior ao de Caim. Pela fé é que foi declarado justo, pois é o próprio Deus quem dá testemunho em favor de seus dons. Por causa da sua fé, embora já morto, Abel ainda fala. 5Pela fé é que Henoc foi transferido para Deus, sem passar pela morte. Não mais foi encontrado, porque Deus o transferiu para junto de si. As Escrituras dão testemunho de que, antes da transferência, ele já era do agrado de Deus. 6Ora, sem fé ninguém pode agradar a Deus. Pois quem chega perto de Deus deve crer que ele existe e que recompensa os que o procuram. 7Foi pela fé que Noé ouviu as advertências de Deus sobre as coisas que iam acontecer e, então, não podiam ser vistas. E construiu, com piedoso temor, a arca para a salvação da sua família. Com isso, ele condenou o mundo e conseguiu a justiça por meio da fé.



Salmo: Sl 144(145),2-3.4-5.10-11 (R/. cf. 1b)

R.:  Quero bendizer-te sempre e eternamente, ó Senhor! 

2Dia após dia,quero bendizer-te, louvar teu nome, sempre e eternamente. 3 Senhor, és grande, a ti todo louvor: não se pode medir tua grandeza.

4Louvem-te as gerações umas as outras, proclamem teu poder e tuas obras. 5Cantem teu esplendor e tua glória, as tuas maravilhas anunciem.

10Todas as criaturas te agradeçam, bendigam-te, Senhor, teus santos todos! 11Falem eles da glória do teu reino e saibam proclamar teu poderio.

 

Evangelho: Mc 9,2-13

2 Seis dias depois, Jesus levou consigo Pedro, Tiago e João, e conduziu-os, a eles somente, a um lugar solitário, num alto monte. Transfigurou-se diante deles: 3sua roupa tornou-se tão brilhante e alva que nenhuma lavadeira na terra conseguiria alvejar dessa maneira. 4Apareceu-lhes Elias com Moisés, os quais se entretinham com Jesus. 5Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: “Rabi, é bom estarmos aqui. Vamos fazer três tendas, uma para ti, uma para Moisés e uma para Elias”. 6É que não sabia o que dizer, pois estavam aterrorizados. 7Apareceu, então, uma nuvem que os cobriu com sua sombra. E da nuvem saiu uma voz: “Este é o meu filho bem-amado! Escutai-o!”. 8E de repente, olhando em volta, não viram mais ninguém; apenas Jesus com eles. A vinda de Elias. (Mt 17,9-13) 9Ao descer do monte, ele lhes proibiu contar o que viram, até que o Filho do homem ressuscitasse dos mortos. 10Guardaram este segredo, mas perguntavam entre si o que significaria “ressuscitar dos mortos”. 11E apresentaram-lhe esta questão: “Por que dizem os mestres da lei que Elias deve vir antes?”. Ele respondeu: 12“É certo que Elias deve vir antes e colocar tudo em ordem. Mas, como é que está escrito a respeito do Filho do homem? Que ele deve sofrer bastante e ser desprezado. 13Pois bem, eu vos digo que Elias já veio. E fizeram com ele tudo o que quiseram, assim como está escrito a seu respeito”.

Leituras: Diretório da Liturgia e da Organização da Igreja no Brasil 2019 – Ano C – São Lucas, Brasília, Edições CNBB, 2018.

Citações bíblicas: Bíblia Mensagem de Deus, São Paulo, Edições Loyola, 2016.



Boa Nova para cada dia

“Sinto compaixão desta multidão! Já faz três dias que estão comigo e não têm o que comer… (Mc 9,2).

Os dois milagres da multiplicação do pão por Jesus nos mostram como Ele se serviu do simbolismo bíblico que o pão tinha para o Povo Eleito. Para aquele Povo era fácil entender que sem o pão a vida não tinha como continuar. Daí a passar para o sentido espiritual foi fácil: o pão de cada dia simboliza a Salvação para uma Vida Eterna que só Deus pode dar.

Jesus entendia muito bem o valor deste simbolismo do pão.

Quando ele multiplicou os pães mais de um vez passou uma mensagem importante para aquelas multidões e também para nós hoje: dar a Vida Eterna é plano de Deus Pai que o Filho realiza. Assim Jesus toma os poucos pães que os discípulos lhe trouxeram, pede a Bênção do Pai e os distribui à multidão.

Isto é: por vontade do Pai o Filho transmite aos homens a Vida, a Salvação.

Um detalhe que merece nossa atenção nesta passagem do Evangelho de Marcos é a compaixão de Jesus por aquela multidão. Compaixão reflete o amor e consideração por tantas pessoas que O procuravam na esperança de ouvir seus ensinamentos, de serem curados de suas doenças, de se sentirem próximos de Deus no perdão de seus pecados.

Ora, a compaixão de Jesus pelas pessoas se expressa na entrega de Si na Eucaristia. Quando, na Última Ceia, ele entregar o Pão, dirá: “Tomai e comei, isso é Meu Corpo”. E em seguida mandou que os discípulos repetissem estas palavras todas as vezes que no futuro se reunissem para a Ceia.

Hoje em dia nós somos, para Jesus, aquela multidão pela qual Ele sentiu compaixão. Ele parte o Pão para nós. Nós nos alimentamos de Seu Corpo e nesta Eucaristia temos o penhor de nossa futura Vida Eterna.

 

Autor: Pe. Valdir Marques, SJ, Doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.


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