Liturgia do dia 13/02/2019

Leituras
Gn 2,4b-9.15-17
Sl 103(104),1-2a.27-28.29b-30 (R/. 1a)
Mc 7,14-23

5ª Semana do Tempo Comum

Quarta-Feira

Primeira Leitura: Gn 2,4b-9.15-17

4bNo dia em que Javé Deus fez a terra e o céu, 5nenhum arbusto do campo existia ainda sobre a terra, nem brotara ainda erva alguma do campo, porque Javé Deus ainda não fizera cair chuva sobre a terra; e não havia homem para cultivar o solo. 6Mas uma evaporação se elevava da terra, e irrigava toda a superfície do solo. 7 Javé Deus plasmou o homem, pó da terra, insuflou em suas narinas um sopro de vida, e o homem se tornou um ser vivo. 8 Javé Deus tinha plantado o jardim do paraíso no Éden de delícias desde o princípio, e colocou nele o homem que Ele tinha plasmado. 9Javé Deus tinha feito brotar do solo toda espécie de árvores atraentes à vista e saborosas ao paladar e a Árvore da Vida no meio do jardim do paraíso, e a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal. 15 Javé Deus tomou o Homem e colocou-o no jardim paradisíaco do Éden de delícias para o cultivar e o guardar. 16E Javé Deus deu ao Homem este preceito: “De todas as árvores do jardim podes comer. 17 Só não podes comer da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal. No dia em que dela comeres, ficarás sujeito à pena de morte”



Salmo:  Sl 103(104),1-2a.27-28.29b-30 (R/. 1a) 

R.: Bendize o teu Senhor, ó minha alma!

1Bendize o teu Senhor, ó minha alma! Ó meu Deus e Senhor, tu és, tão grande! De glória e de esplendor estás vestido, 2 envolvido na luz como num manto.

27Todos eles, Senhor, de ti esperam que lhes dês de comer a tempo e hora. 28Quando dás o alimento, eles o colhem; abres a mão, e ei-los saciados.

29b Se retiras teu sopro, eles fenecem; voltam de novo ao pó de onde vieram. 30Envias teu espírito, e renascem, e eis que a face da terra tu renovas.

Evangelho: Mc 7,14-23

14Convocou novamente o povo e dizia: “Ouvi-me, vós todos, e entendei! 15Nada existe fora da gente que entre em alguém e o possa contaminar. O que dele sai, isto sim é que o contamina”. 16Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça. 17Quando se afastou do povo e entrou de novo em casa, seus discípulos perguntaram-lhe o sentido dessa frase enigmática. 18Respondeu: “Também vós ainda não compreendeis? Não sabeis que tudo quanto entra de fora em alguém não o pode contaminar, 19porque não penetra no seu coração, mas no ventre, e vai para a fossa?” — assim ele declarava puros todos os alimentos. 20E continuou: “O que sai de alguém, isto é que o contamina. 21Porque é de dentro do coração do homem que saem as más intenções: prostituições, roubos, assassinatos, 22adultérios, cobiças, perversidades, fraudes, luxúria, inveja, calúnia, orgulho, insensatez. 23Todos esses males saem do interior e contaminam o homem”.

Leituras: Diretório da Liturgia e da Organização da Igreja no Brasil 2019 – Ano C – São Lucas, Brasília, Edições CNBB, 2018.

Citações bíblicas: Bíblia Mensagem de Deus, São Paulo, Edições Loyola, 2016.



Boa Nova para cada dia

Assim Jesus declarava que todos os alimentos eram puros. (Mc 7,19d)     

Um dos sérios problemas entre Jesus e os judeus era a Lei sobre os alimentos puros e impuros.

No passado, antes de Moisés, esta Lei ainda não existia. O Povo Eleito no Egito comia de tudo. Mas havia alimentos que causavam doenças de vários tipos. Era preciso regular isto. Assim, quando Deus deu a Moisés a Lei, nela foram incluídas normas sabidamente corretas sobre alimentos que podiam causar doenças. Animais e vegetais foram catalogados em puros e impuros.

Acontece que com o tempo, estas normas passaram a ser consideradas exigências religiosas e rituais obrigatórias. Não que isto fosse tão ruim. O mal, porém, foi o exagero. E deste exagero se aproveitaram os fariseus, para tornarem estas normas tão rígidas que nem eles mesmo podiam cumprir perfeitamente. Mas faziam isto por hipocrisia. Aqui estava o erro. Jesus, portanto, devia denunciar tal estado de coisas. E foi o que fez, dizendo:

“É de dentro do coração humano que saem

as más intenções, imoralidades, roubos,

assassínios, adultérios, ambições desmedidas,

maldades, fraudes, devassidão, inveja,

calúnia, orgulho e falta de juízo” (Mc 7,21-22).

Jesus quis dizer que alimento algum era impuro, mas que o coração sim.

Como vemos, Ele dá uma lista muito grande sobre a impurezas do coração humano.

O mais triste é que de alguma maneira constatamos todos esses pecados em nós, seja ativamente cometidos, seja como adormecidos em nossas más tendências por causa da malícia que habita em nosso coração.

Ora, com o coração assim impuro, é impossível agradar a Deus, e muito menos merecer a bem-aventurança de ver a Deus com o coração que Ele purifica de todo pecado.

Lembrem-nos disto quando examinamos nossa consciência e quando nos confessamos.

Deus, que detesta a hipocrisia, pode verificar como em nosso coração também há amor por Ele, no cumprimento do Primeiro Mandamento; assim Ele nos purifica completamente, cancela todos os nossos pecados e nos predispõe para não cometê-los nunca mais.

Vivamos na visão de Deus, como Jesus prometeu na bem-aventurança de Mt 5,8: “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus”.



Autor: Pe. Valdir Marques, SJ, Doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.


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