Liturgia do dia 11/02/2019

Leituras
Gn 1,1-19
Sl 103(104),1-2a.5-6.10.12.24.35c (R/. 31b)
Mc 6,53-56

5ª Semana do Tempo Comum

Segunda-Feira

Primeira Leitura: Gn 1,1-19

1 No princípio Deus criou o céu e a  terra. 2 A terra, porém, estava informe e vazia, e as trevas cobriam o Abismo, mas o espírito de Deus pairava por sobre as águas. 3 Disse Deus: “Haja luz”. E houve luz. 4 Viu Deus que a luz era boa; e Deus separou a luz das trevas. 5 Deus chamou a luz “dia”, e as trevas, “noite”. Houve tarde e houve manhã: um primeiro dia. 6 Disse Deus: “Haja um firmamento no meio das águas, para separar umas das outras”. E assim se fez. 7 Deus fez o firmamento que separou as águas que estão debaixo do firmamento daquelas que estão por cima do firmamento. E assim se fez. 8 Deus chamou o firmamento “céu”. Houve tarde e houve manhã: um segundo dia. 9 Disse Deus: “Juntem-se num só lugar as águas que estão debaixo do céu, e apareça o elemento seco”. E assim se fez. 10 Deus chamou o elemento seco “terra”, e o ajuntamento das águas chamou “mares”. E Deus viu que isso era bom. 11 Disse Deus: “Verdeje a terra como que é verdejante, ervas que produzam sementes e árvores frutíferas que deem suas espécies de frutos nos quais está contida a semente, por sobre a terra”. E assim se fez. 12 A terra produziu o que é verdejante, ervas que contêm semente conforme sua espécie e árvores frutíferas com suas espécies de frutos nos quais está contida a semente. E Deus viu que isso era bom. 13 Houve tarde e houve manhã: um terceiro dia. 14 Deus disse: “Haja luzeiros no firmamento dos céus para separar o dia da noite. Sirvam eles de sinais para as estações, os dias e os anos. 15 Sejam eles no firmamento dos céus os luzeiros que iluminem a terra”. E assim se fez. 16 Deus fez os dois grandes luzeiros: o luzeiro maior, para dominar o dia, e o luzeiro menor, para dominar a noite, e as estrelas. 17 Deus os colocou no firmamento do céu para iluminar a terra, 18 para que presidissem ao dia e à noite e para que separassem a luz das trevas. E Deus viu que assim era bom. 19 E houve tarde e houve manhã: um quarto dia.

 

Salmo: Sl 103(104),1-2a.5-6.10.12.24.35c (R/. 31b) 

R.: Alegre-se o Senhor por suas obras!

1 Bendize o teu Senhor, ó minha alma!  Ó meu Deus e Senhor, tu és, tão grande!  De glória e de esplendor estás vestido, 2a envolvido na luz como num manto. 

5 Firmaste a terra sobre os alicerces,  inabalável pelo tempo afora. 6 O oceano a recobria como veste,  as águas se moviam sobre os montes. 

10 Fazes brotar nos vales as nascentes,  que correm serpeando entre as colinas. 12 Aves do céu acampam junto delas  erguem por entre os ramos suas vozes. 

24 Numerosas, Senhor, as tuas obras.  Quanta sabedoria em todas elas!  Enchem a terra as tuas criaturas! 35c Tu bendize o Senhor, ó minha alma.

Evangelho: Mc 6,53-56

53 Terminada a travessia, chegaram à terra perto de Genesaré, onde aportaram. 54 Quando desembarcaram, os que logo reconheceram Jesus 55 percorreram toda essa região e começaram a levar-lhe os doentes em padiola até onde ouviam dizer que ele se encontrava. 56 Em toda parte onde chegava, povoados, cidades ou sítios, traziam os enfermos às praças e estes suplicavam que lhes deixasse tocar pelo menos na franja do seu manto. E todos os que a tocavam ficavam curados. 

Leituras: Diretório da Liturgia e da Organização da Igreja no Brasil 2019 – Ano C – São Lucas, Brasília, Edições CNBB, 2018.

Citações bíblicas: Bíblia Mensagem de Deus, São Paulo, Edições Loyola, 2016.



Boa Nova para cada dia

… todos quantos O tocavam ficavam curados. (Mc 6,56f).

A intenção do evangelista Marcos nesta passagem de seu Evangelho é nos mostrar como o poder de curas, que Jesus tinha, se manifestava mesmo sem que Ele estivesse consciente disto. De fato o Evangelho nos diz que as pessoas tocavam as vestes de Jesus sem lhe pedirem para serem curadas, e eram curadas de fato.

Em outras passagens em que o Evangelho nos fala de curas de Jesus, como a dos leprosos, dos cegos, dos surdos-mudos e outros, nós O vemos perguntando se as pessoas desejavam cura. E, depois de curá-las, Ele as despedia dizendo que a fé que tiveram Nele foi o que as curou. Era uma forma de afirmar sua humildade, levando as pessoas a pensarem no poder de Deus em quem aquelas pessoas depositavam sua fé.

No caso das curas pelo toque das vestes de Jesus, vemos pessoas que já acreditam em Deus e que de Deus Jesus recebe este poder. É a Ele que procuram, não outros mestres, rabis ou sacerdotes. Aquele povo via que somente de Jesus uma força saía com poder de curar todas as doenças.

Mesmo que fizesse estas curas para provar ao mundo que em Sua Pessoa, o Reino de Deus tinha chegado, nem todos entendiam isto. Muitos estavam apenas interessados em receber a cura e ir para casa, desconsiderando os ensinamentos de Jesus.

No Evangelho de João isto fica claro.

Depois de alimentar cinco mil homens, Jesus se afastou com os discípulos.

Mas aqueles homens foram atrás Dele, não para Lhe pedirem Seu Ensino sobre o Reino de Deus, mas para o fazer rei (Jo 6,14-15).

Ou seja, confundiram sua mensagem espiritual com um projeto político. Eles, de fato, esperavam um Messias político, O Profeta, que, segundo a mentalidade popular, livraria os judeus do domínio romano.

Vemos muitos casos, hoje em dia, de pessoas que torcem as palavras do Evangelho para tirarem benefícios econômicos das pessoas de boa fé. Não se trata de pessoas humildes, que um dia foram fiéis da Igreja Católica. Trata-se de falsos pastores que usam o Evangelho e o nome de Deus e de Jesus para explorarem a boa fé de pessoas desprevenidas, urgentemente necessitadas de Deus, à espera de milagres. Se estes pobres pedem milagres, o demônio incita falsos pastores para proporcionar a pessoas desprevenidas e sem instrução todos os ‘milagres’ que quiserem.

De nossa parte há o dever de prevenir as pessoas simples de que estão sendo enganadas.

E, também, de nossa parte, há o dever de pedirmos a Deus a conversão destes falsos pastores, sabendo que também por eles Jesus morreu na Cruz.

Autor: Pe. Valdir Marques, SJ, Doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.


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