Liturgia do dia 15/01/2019

Leituras
Hb 2,5-12
Sl 8,2a e 5.6-7.8-9 (R/. cf. 7)
Mc 1,21b-28

1ª Semana do Tempo Comum

Terça-Feira


Primeira Leitura: Hb 2,5-12

5 Na verdade, Deus não sujeitou aos anjos o mundo vindouro, do qual estamos falando. 6 Pelo contrário, alguém já declarou, em certa passagem: Que é o homem, para que dele te lembres? Ou o mortal para que o tomes em consideração? 7 Tu o tornaste, por um pouco de tempo inferior aos anjos, E o coroaste de honra e glória. 8 Tu lhe deste o poder sobre todas as coisas. Já que está dito que Deus deu ao homem o poder sobre todas as coisas, ele nada deixou fora de seu domínio. Atualmente, é verdade, ainda não vemos que tudo lhe esteja sujeito. 9 Mas verificamos isto: Jesus se tornou por um pouco de tempo inferior aos anjos, em razão da morte que suportou; vemo-lo coroado de glória e de honra, por causa de sua paixão e morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte em favor de todos. 10 Convinha, efetivamente, que Deus, a quem e por quem tudo foi criado, tornasse perfeito, mediante os sofrimentos, o chefe que devia guiá-los para a salvação. 11 Porque Jesus, o santificador, e os homens santificados têm todos a mesma origem divina. Eis por que ele não sente vergonha de dar-lhes o nome de irmãos, 12 quando diz: Anunciarei o teu nome a meus irmãos. No meio da assembleia te louvarei.

Salmo: Sl 8,2a e 5.6-7.8-9 (R/. cf. 7)

R. Tu puseste aos pés de teu Filho todas as coisas

2a Grande por toda a terra é o teu nome. 5 Que somos nós? E do homem tu te lembras e com o filho do homem te preocupas

6 Pouco menor que os anjos o fizeste, de glória e de esplendor o coroaste, das tuas obras deste-lhe o governo. 7 Tu puseste a seus pés todas as coisas

8 as ovelhas, os bois, todo animal, 9 e pássaros do céu, peixes do mar, os que fazem das águas seu caminho.

Evangelho: Mc 1,21b-28

21 Em Cafarnaum, no dia de sábado, Jesus entrando na sinagoga ensinava. 22 Os ouvintes se admiravam muito com o seu modo de ensinar, porque ele ensinava como quem tem autoridade, e não como os escribas. 23 E estava ali, naquela sinagoga, um homem possesso de um espírito impuro, que começou a gritar: 24 “Que é que tens conosco, Jesus de Nazaré? Vieste para nossa perdição? Eu te conheço: tu és o Santo de Deus!”. 25 Mas Jesus o repreendeu energicamente: “Cala-te e sai deste homem!”. 26 O espírito impuro, sacudindo o homem com violência, deu um forte grito e saiu dele. 27 Todos ficaram tão espantados que perguntavam entre si: “Mas o que é isto? Aí está um ensinamento novo, dado com autoridade! Ele manda até nos espíritos impuros e eles lhe obedecem!”. 28 Sua fama se espalhou por toda parte, em toda a região vizinha à Galileia.

Leituras: Diretório da Liturgia e da Organização da Igreja no Brasil 2018 – Ano B – São Marcos, Brasília, Edições CNBB, 2017.

Citações bíblicas: Bíblia Mensagem de Deus, São Paulo, Edições Loyola, 2016.

Boa Nova para cada dia

“Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem Tu és: Tu és o Santo de Deus” (Mc 1,24).

O anúncio do Reino de Deus por Jesus, tendo-se completado o tempo de sua espera, começa a se afirmar de diversas maneiras. Hoje vemos no Evangelho como Jesus expulsou demônios de um possesso na sinagoga de Cafarnaum.
Este não foi um caso isolado ou fora dos planos de Jesus para dar início ao Reino de Deus na terra. Este acontecimento entra dentro do projeto de Jesus, o de fazer com que todos saibam que Ele tem poder para estabelecer o Reino de Deus na terra, afastando o reino do demônio.
A missão de Jesus é aqui anunciada nada menos que pelos próprios demônios.
Ouçamos o que eles dizem, primeiro em plural e depois nas palavras de um só:
“Que queres de nós, Jesus Nazareno?
Vieste para nos destruir?
Eu sei quem Tu és:
Tu és o Santo de Deus”
(Mc 1,24).

Ora, ‘o Santo de Deus’, Jesus, não tinha sido anunciado por Ele mesmo. Mas o próprio demônio Lhe é submetido e Lhe presta este serviço: Jesus é o enviado por Deus mesmo, como seu ‘Santo’, o escolhido, para anunciar aos homens a Boa Nova do Reino de Deus.

Notemos como o Evangelho afirma que Jesus fala aos demônios com autoridade.
Isto quer dizer que nenhum demônio conseguirá atrapalhar ou pôr obstáculos a tudo o que Jesus precisar realizar na sua Vida Pública. Este exorcismo é a mostra de que Ele tem poder sobre os demônios, e que o Reino de Deus já está presente e atuante sobre a terra, no meio do Povo Eleito.

Jesus dá início a sua pregação dizendo que a espera pelo Reino de Deus terminou, que todos devem ouvi-Lo anunciando o Evangelho, e que para isto precisará da ajuda de discípulos. Vemos como até dos demônios Jesus se serve para se revelar como o enviado de Deus, o ‘Seu Santo’.

As pessoas presentes ao exorcismo constatam este poder de Jesus, sabem que Ele fala com Poder como o de Deus, e assim tais pessoas sairão da sinagoga difundindo a notícia. Em poucos dias a fama de Jesus cresce, e, deste modo, Ele pode contar com grande número de ouvintes de suas palavras. Era o Reino de Deus se difundindo nos corações. A humanidade entrava numa nova época de sua história da Salvação.

Hoje, portanto, nossa meditação se alimenta de tudo o que este Evangelho nos diz. Estamos entrando neste ano novo vendo Jesus no início de sua Vida Pública. Vamos acompanhá-Lo todos os dias, meditando a Palavra de Deus proclamada em cada missa.

Autor: Pe. Valdir Marques, SJ, Doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.


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