Liturgia do dia 10/01/2019

Leituras
1Jo 4,19-5,4
Sl 71(72),1-2.14 e 15bc.17 (R/. cf.11)
Lc 4, 14-22a

Tempo do Natal

Quinta-Feira


Primeira Leitura: 1Jo 4,19-5,4

4 19 E nós amemos a Deus, porque ele nos amou primeiro! 20 Se alguém diz: “Amo a Deus” e detesta seu irmão, está mentindo. Porque quem não ama seu irmão, a quem vê, não é possível que ame a Deus, a quem não vê. 21 Este é o mandamento que recebemos dele: quem ama a Deus, ame também seu irmão. 5 1 Quem acredita que Jesus é o Messias nasceu de Deus. E quem ama o que gerou ama o que foi gerado. 2 Sabemos que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus e cumprimos seus mandamentos. 3 Nisso consiste o amor de Deus: em cumprir os seus mandamentos. E seus mandamentos não são pesados. 4 Assim, quem nasce de Deus vence o mundo. E é esta a vitória que vence o mundo: a nossa fé.

Salmo: Sl 71(72),1-2.14 e 15bc.17 (R/. cf.11)

R. Todos os reis da terra hão de adorá-lo, hão de servi-lo todas as nações.

1 Ó Deus, concede ao rei o teu poder; ao que é filho de rei, teu julgamento. 2 Que ele governe o povo com justiça, julgue com equidade os pequeninos!

14 Da violência e opressão há de livrá-los: é precioso a seus olhos o seu sangue. 15 Viva, e receba o ouro de Sabá; por ele rezarão constantemente.

17 Seja o seu nome sempre abençoado, perdure como o sol sua memória! Nele seja bendito todo povo, proclamem as nações seu louvor!

Evangelho: Lc 4, 14-22a

14 Jesus voltou para a Galileia, pelo poder do Espírito, e a sua fama correu por toda a região vizinha. 15 Ele ensinava nas sinagogas e todos o louvavam. 16 Foi a Nazaré, onde tinha crescido. Num sábado, entrou na sinagoga como era de seu costume e se levantou para fazer a leitura. 17 Foi-lhe apresentado o livro do profeta Isaías, que ele abriu, dando com a passagem onde está escrito: 18 O Espírito do Senhor está sobre mim; porque ele me consagrou com o óleo, para levar a Boa-Nova aos pobres; enviou-me para proclamar aos prisioneiros a libertação e aos cegos a recuperação da vista; dar liberdade aos oprimidos, 19 e proclamar o ano de graça do Senhor. 20 Enrolou o volume, que entregou ao ajudante e se sentou. Na sinagoga todos olhavam atentamente para ele. 21 Jesus começou a lhes falar: “Hoje se cumpre esta passagem da Escritura que acabais de ouvir”. 22 E todos davam testemunho dele, maravilhados com a mensagem de graça que saía de sua boca.

Leituras: Diretório da Liturgia e da Organização da Igreja no Brasil 2018 – Ano B – São Marcos, Brasília, Edições CNBB, 2017.

Citações bíblicas: Bíblia Mensagem de Deus, São Paulo, Edições Loyola, 2016.

Boa Nova para cada dia

Jesus voltou para a Galileia, com a força do Espírito,
E sua fama espalhou-se por toda a redondeza
(Lc 4,14).

Depois de ter percorrido muitos territórios anunciando o Reino de Deus segundo seu plano, Jesus incluiu nele uma visita a sua terra natal.
Ele tinha pregado com a força do Espírito por todos os lugares.

Ele supunha que seus parentes e conhecidos, em Nazaré, fossem capazes de entender que Nele a força do Espírito Santo agia vigorosamente.
Eles, portanto, deveriam sentir grande alegria em saber que de sua cidade saíra o enviado por Deus, o previsto pelos profetas como Messias.
No entanto Jesus logo se decepcionou.

Ele mesmo preparara bem sua apresentação a seus parentes naquele sábado em sua sinagoga. Ele tinha escolhido precisamente profecias claras a seu respeito, contidas em Isaías e Sofonias: eram Is 61,1-2 e de Sf 2,3.

Mas o que aconteceu foi o contrário.
Jesus foi expulso da sinagoga de sua terra.
A expulsão de um judeu de sua sinagoga era a declaração de que ele não era mais parte do Povo de Deus.
Era como um pagão, um estrangeiro, um gentio. Jesus não poderia mais entrar na sinagoga de sua cidade.

Este fato vai se repetir mais tarde, no tratamento que os líderes de Jerusalém darão a Jesus: eles o acusarão de ser um falso profeta, pretensioso Messias, blasfemo porque dizia que Deus era Seu Pai.

Tudo isto nos espanta hoje em dia.
Porém não caímos nos mesmos erros absurdos dos judeus daquele tempo porque conhecemos Jesus Cristo a partir de sua Ressurreição. Isto muda tudo.

No entanto, consideremos como para Jesus a rejeição de seus parentes foi um duro golpe. Como a todas as pessoas, sua sensibilidade humana fora atingida. De sua parte, porém nenhuma condenação houve contra Nazaré. Jesus perdoou seus parentes e conhecidos de sua cidade natal.

Este fato nos mostra como no início da missão de Jesus houve quem o rejeitasse, apesar do êxito de seus milagres e sua alegria em formar um grupo fiel de discípulos.
Consideremos tudo isto.
Veremos aqui o Jesus homem e Filho de Deus em plena realização de sua missão, com suas alegrias e tristezas.

Autor: Pe. Valdir Marques, SJ, Doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.


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