Liturgia do dia 05/12/2018

Leituras
Is 25,6-10a
Sl 22(23),1-3a.3b-4.5.6 (R/. 6cd)
Mt 15,29-37

1ª Semana do Advento

Quarta-Feira

Primeira Leitura: Is 25,6-10a

Leitura do Livro do Profeta Isaías

Naquele dia: 6 Javé dos exércitos preparará, a todos os povos, neste monte, um festim de carnes gordas e bom vinho; carnes gordas, suculentas, vinhos bons e puros. 7 Ele tirará, sobre esta Montanha, o véu de luto que cobre os povos, e a mortalha de sobre as nações. 8 Ele destruirá a Morte para sempre. O Senhor Javé enxugará as lágrimas de todas as faces; tirará o opróbrio de seu povo, e de toda a terra, porque Javé falou. 9 Dir-se-á, naquele dia: “Vede! É nosso Deus, de quem esperamos a salvação. É Javé, no qual esperamos. Alegremo-nos, jubilemos de sua salvação!”. 10a Porque a mão de Javé repousa sobre esta Montanha.

Salmo: Sl 22(23),1-3a.3b-4.5.6 (R/. 6cd)

R. Na casa do Senhor habitarei pelos tempos infinitos.

1 O Senhor é o meu pastor: não me falta coisa alguma! 2 Em campinas verdejantes me coloca a repousar. 3a Me conduz às águas frescas e alma nova ele me dá!

3b Faz que eu siga o bom caminho pela honra do seu nome. 4 Se atravesso o vale escuro, nada temo: estás comigo! Teu bordão e teu cajado, ao meu lado, me dão força.

5 Pões a mesa à minha frente, bem defronte do inimigo; de óleo unges-me a cabeça, e o meu cálice transborda.

6 Só felicidade e graça toda a vida hão de seguir-me; minha casa é a do Senhor pelo resto dos meus dias!

Evangelho: Mt 15,29-37

Naquele tempo:29 Jesus voltou para as margens do lago da Galileia. Subiu à montanha e sentou-se. 30 Muita gente foi ter com ele, trazendo consigo coxos, cegos, estropiados, mudos e muitos outros. Colocaram-nos a seus pés e ele curou a todos. 31 As multidões se admiravam por ver que os mudos falavam, os estropiados se restabeleciam, os coxos caminhavam bem e os cegos recobravam a vista. E davam glória ao Deus de Israel.32 Jesus chamou a seus discípulos e lhes disse: “Tenho muita pena deste povo, pois já faz três dias que está comigo e não tem o que comer. Não quero despedi-lo em jejum. Poderia desfalecer no caminho”. 33 Os discípulos lhe perguntaram: “Onde poderemos conseguir, num lugar desabitado, pães em quantidade suficiente para saciar tantas pessoas?”. 34 Jesus respondeu: “Quantos pães tendes?”. Replicaram-lhe: “Sete, mais alguns peixinhos”. 35 Então, ordenou ao povo que se acomodasse no chão. 36 Depois, tomou os sete pães e os peixes, deu graças, partiu-os e os dava aos discípulos, e os discípulos ao povo. 37 Todos comeram fartamente e encheram sete cestos com os pedaços que sobraram.

Leituras: Diretório da Liturgia e da Organização da Igreja no Brasil 2018 – Ano B – São Marcos, Brasília, Edições CNBB, 2017.

Citações bíblicas: Bíblia Mensagem de Deus, São Paulo, Edições Loyola e Editora Santuário, 2016.

Boa Nova para cada dia

Todos comeram e ficaram satisfeitos; e encheram sete cestos com os pedaços que sobraram. (Mt 15,37).

Sobre o Evangelho de ontem consideramos o cumprimento de fatos e profecias do passado de Israel em Jesus. Nos fatos do passado grandes homens escolhidos por Deus para a Salvação de Seu Povo foram entendidos como figuras, imagens de Jesus quando nasceu a Igreja. 

Em Jesus, em Sua pessoa, os grandes personagens antigos encontraram uma realização superior à daqueles grandes personagens.

Ele, como o maior Profeta, o Novo Moisés, o Cristo Ungido como Rei Messias, foi maior que Moisés, que Davi, que todos os profetas. E, em Sua Ressurreição manifestou-se como Filho de Deus.

Os primeiros cristãos tiveram a certeza de que Jesus era o Filho de Deus porque o viram ressuscitado. A Vida Divina que Ele, Ressuscitado, revelou ter, era uma Vida que somente Deus tinha. Portanto Ele era O Filho de Deus.

Ora, no passado Deus foi sempre o principal ator da História da Salvação de Israel. Houve fatos, acontecimentos extraordinários, milagres e prodígios que somente Deus poderia realizar, e impossíveis a qualquer homem.

Jesus como Filho de Deus, revelou ter tanto poder como o próprio Deus.

O Povo Eleito percebia Nele a presença poderosa de Deus. 

Foi assim na multiplicação dos pães, relatada no Evangelho de hoje: a multidão viu em Jesus a manifestação do poder de Deus.

Não foi desta vez que o aclamaram ‘Filho de Deus’. Mas como o poder de Deus, manifestado nesta vez em Jesus, o de alimentar Seu Povo na fome, foi o que levou aquele Povo a querer declarar Jesus seu Rei (Jo 6,15), como outrora Deus era chamado ‘Rei’ pelos filhos de Abraão. Isto está nos Salmos 10,16; 23(24),8.10; 46(47),2; 88(89),18 e 94(95),3.

Importa, portanto, ver na multiplicação dos pães, no Evangelho de hoje, a manifestação do poder de Deus na pessoa de Seu Filho, Jesus.

E isto foi uma daquelas coisas que “Muitos profetas e reis quiseram ver o que estais vendo, e não puderam ver; quiseram ouvir o que estais ouvindo, e não puderam ouvir”. (Lc 10,24).

Lembrando que estamos no Tempo do Advento, vejamos neste milagre de Jesus a manifestação de Deus que vem dar alimento a Seu Povo, que somos nós. Deus não quer que morramos por falta de alimento. O que Ele deseja para nós é a Vida. Mais do que a vida terrena, Ele quer para nós a Vida Eterna. E esta é a que o menino Jesus, na simplicidade de sua manjedoura, nos garante.

Diante do presépio nos ajoelhamos agradecendo o poder que Este Menino tem de nos trazer a Vida Eterna. Como Ele é Filho de Deus, nós o seremos na eternidade.

Autor: Pe. Valdir Marques, SJ, Doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.


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