Versão em Português

CARTA MCC BRASIL DEZ 2018 – 232ª.

“Quando se completou o tempo previsto, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sujeito à Lei,

para resgatar os que eram sujeitos à Lei e todos recebermos a dignidade de filhos.

 E a prova de que sois filhos é que Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho,

 que clama: “Abá, Pai!”. Portanto, já não és mais escravo, mas filho;

e, se és filho, és também herdeiro; tudo isso, por graça de Deus” (Gl 4, 4-7).

 

Caríssimos amigos e amigas, irmãos e irmãs, perseverantes leitores e leitoras destas Cartas mensais, sejam novamente acolhidos e acolhidas com carinho para partilhar comigo mais algumas breves reflexões nascidas da Palavra de Deus:

Introdução. Ao aproximar-se a celebração de outro Natal de Jesus, faz-se inevitável perguntar, mais uma vez, como os cristãos deverão viver este tempo com uma mais clara consciência, um mais comprometido aprofundamento no mistério inefável de um Deus que se faz humano para que – como diz Santo Agostinho – “o humano se torne divino”. Perguntar quem e não o que se celebra. Perguntar o significado de uma manjedoura ainda hoje. Perguntar o sentido da já surrada expressão “espírito de natal”. Perguntas essas que para os que creem em Jesus, encontram respostas na Palavra de Deus lembrada pelo Apóstolo Paulo aos Gálatas.

  1. Os sempre repetidos refrões “espírito do Natal” ou “alegrias do natal”. Ruas intransitáveis, lojas lotadas, troca quase obrigatória de presentes – em geral, senão inúteis, quem sabe por mero oportunismo: “Dou para que me dês”! Árvores de natal de “faz de conta” repletas de penduricalhos; obesos “papais noéis” navegando com seus trenós em neve que não cai… Sociedade líquida, sem valores absolutos. Tempos do “pensamento débil” e de pós-verdade. Consumo em excesso e desejos insaciáveis. Com isso e mais a irritante insistência dos modernos meios de comunicação, vão aprofundando no ser humano uma mentalidade formada à luz critérios e valores impostos pelo ensurdecedor volume da publicidade, sufocados pelo excesso de ofertas. Para alguém que se diz seguidor de Jesus, seria este, então, o verdadeiro “espírito de Natal” ou a “alegria do natal”?
  1. Tempo de santa expectativa e profunda preparação. Sabiamente somos convidados pela Igreja a viver um tempo precioso de espera e, consequentemente, de preparação. É o tempo do Advento que, simultaneamente significa espera e chegada. Neste ano, tem seu início no primeiro domingo de dezembro – 02/12. “O tempo do Advento possui dupla característica: sendo um tempo de preparação para as solenidades do Natal, em que se comemora a primeira vinda do Filho de Deus entre os homens, é, também, um tempo em que, por meio desta lembrança, voltam-se os corações para expectativa da segunda vinda de Cristo no fim dos tempos. Por este duplo motivo, o tempo do Advento se apresenta como um tempo de piedosa e alegre expectativa” (Normas sobre o Ano Litúrgico – CNBB). Nós, que queremos ser fieis seguidores de Jesus, vejamos algumas atitudes a tomar neste tempo de espera.
    • Esvaziar-se. Relativizar o mais possível tudo aquilo que acima buscamos mostrar o que se pode entender por “espírito do natal”. De muitas coisas ou tradições já não conseguiremos fugir, dados os costumes, as relações familiares e de amizade, etc. Fundamental é ir esvaziando o coração dos desejos inúteis, das superficialidades, de tudo o que, à luz da fé, possa ser relativo e dispensável. Trata-se de um processo de esvaziamento de tantas inutilidades, do espancamento de tanta treva para que, aos poucos deixemos o essencial, deixemos a Luz que não se apaga.
    • Deixar-se iluminar. – “O povo que andava na escuridão viu uma grande luz, para os que habitavam as sombras da morte uma luz resplandeceu” (Is 9,1; Mt 4,16). Ainda que não sendo um objeto litúrgico, a tradicional Coroa do Advento com suas quatro velas nos ajudam a lembrar durante este tempo que somos convidados a nos deixar iluminar pela “grande luz” que é a chegada de Cristo no Natal. Para isso devemos identificar quais são as trevas que existem em nossa vida – pecados, omissões, incoerências, ingratidões, etc. – e, aos poucos, ir deixando entrar a luz de Jesus. É necessário que durante todo esse tempo abramos o coração à esperança de uma chegada como aquela que vivenciamos quando esperamos um amigo querido ou um dileto irmão. Não à toa a primeira vela a ser acesa é a de cor verde, símbolo da esperança.
  2. Tempo de celebração. De uma mais consciente preparação dependerá uma mais autentica e proveitosa celebração. De um tempo de Advento mais conscientemente vivido, será o Natal mais divina e humanamente celebrado! Divinamente porque, por amor, Deus veio a ser um “Deus conosco” (Mt 1,23). Humanamente porque esse “Deus conosco” se faz homem como toda criatura humana. Julgo que melhor que minhas limitadas reflexões, poderão ajudar-nos a celebrar santamente este Natal, alguns trechos da homilia de Natal de 2001 do Papa Francisco quando ainda Arcebispo de Buenos Aires, no Natal de 2001[1]. Assunto da homilia: Uma luz que é a esperança do Povo de Deus”. Convido-os a refletir com atenção de seus momentos tão oportunos neste momento de preparação de Advento e de celebração do Natal de Jesus:

“O Povo que caminha entre trevas viu uma grande luz”. Profecia de Isaías que promete, no meio das trevas, uma grande luz. Uma luz que é a esperança do Povo de Deus. Uma luz que fundamenta sua fé, sua fidelidade a Deus. Essa luz nasce em Belém, é recolhida pelas mãos maternais de Maria, pelo carinho de José, pela rapidez dos pastores. E eles se encarregam da esperança de todo um povo. Encarrega-se Maria em sua solidão e sua surpresa quando o Anjo lhe diz: “Nada é impossível para Deus”, e ela acreditou e se encarregou da esperança. Encarregou-se da esperança, José, quando, percebendo os sinais da maternidade e tendo decidido deixá-la em segredo, escuta a voz do Anjo e a toma consigo, no meio de uma incompreensão em seu coração. Ambos se encarregaram nessa noite triste quando todas as portas estavam fechadas. Acreditaram que esse Menino era a esperança e se encarregaram nessa condição tão adversa…”. E prossegue:  “Hoje se nos pede que diante deste Menino que é a luz que ilumina as trevas, que é a esperança prometida, nos encarreguemos como se encarregaram eles dois, nos encarreguemos da esperança crendo que para Deus nada é impossível, nos encarreguemos no meio da desolação e da destruição das portas fechadas. Colocar nosso esforço e nossa atividade para construir. Pede-se de nós que nos encarreguemos de nossos anciãos, que são a esperança de um povo porque são sabedoria; nos encarreguemos de nossas crianças às quais esta civilização do consenso e do nivelar por baixo os “tritura”, lhes tira a fé. Encarregar-nos da esperança é caminhar junto de Jesus nos momentos mais escuros da cruz, nos momentos em que as coisas não se explicam e não sabemos como vão continuar…”. E quase terminado sua homilia: “Encarreguemo-nos da esperança. Isso é o que quero pedir esta noite, assim simplesmente. Jesus é a esperança: encarreguemo-nos desta esperança. Trabalhando; rezando, adorando a Deus, lutando, não abaixando os braços, buscando aqueles a quem se fecharam as portas para abrir-lhe outras, encontrando nossos anciãos que hoje sofrem tanto e pedir-lhes sabedoria. Cuidando das crianças…”

Termino em comunhão com nosso providencial e querido Papa Francisco eleito pelo Divino Espírito Santo para ser o protagonista na implantação de um novo tempo de Igreja, um novo Natal para o Povo de Deus, nascida e renascida esta Igreja no Evangelho de Jesus: “Jesus Cristo, o único que dá esperança e não engana. Encarreguemo-nos de Jesus Cristo, dessa esperança com todas as consequências, como se encarregaram Maria e José”.

E, nesta última carta mensal do ano de 2018, não poderia deixar de agradecer muito cordialmente ao caro amigo Assessor Eclesiástico Nacional do MCC do Brasil, Pe. Fancisco Bianchin – Pe.Xiko –  que me encarregou de continuar a escrevê-las em seu nome e pelo Movimento de Cursilhos. Ao iniciar-se no começo do próximo ano, o exercício de uma nova Coordenação Nacional do MCC do Brasil, entrego a missão recebida nas mãos do seu novo Assessor Eclesiástico.

Finalmente, agradecendo a Deus Pai Doador de todos os dons por termos chegado ao final de mais um ano e, ainda, pela passagem dos 60 anos de meu- de minha parte imerecido – ministério sacerdotal, implorando sobre todos os meus queridos e pacientes leitores e leitoras, a proteção de Maria, Mãe da Esperança, e do mais íntimo do meu coração, a todos desejo uma santa preparação no Advento e uma celebração de Natal de Jesus cheia de alegria e de muitos frutos para o próximo ano de 2019.

[1] BERGOGLIO< Jorge M. “O verdadeiro poder é o serviço!; Ed.Ave Maria, 2013, p.165-166

Pe. José Gilberto BERALDO

Equipe sacerdotal do Grupo Executivo Nacional

MCC Brasil

E-mail: jberaldo79@gmail.com

Versión en español

CARTA MCC BRASIL Diciembre 2018 – 232ª.

“Pero cuando llego la plenitud de los tiempos, Dios envió a su hijo, el cual nació de mujer y fue sometido a la Ley, con el fin de rescatar a los que estaban sometidos a la Ley, para que así llegáramos a ser hijos adoptivos de Dios.  Ustedes ahora hijos; por esta razón Dios mandó a nuestros corazones el espíritu de su propio hijo  que clama al Padre ¡Abba! O sea ¡Papito! Así pues ya no eres esclavo, sino hijo, y tuya es la herencia por gracia de Dios”  (Gal 4, 4 – 7)

 

Amadísimos amigos y amigas, hermanos y hermanas, perseverantes lectores y lectoras de estas Cartas mensuales, sean nuevamente acogidos y acogidas con cariño para compartir conmigo algunas breves reflexiones nacidas de la Palabra de Dios:

Introducción. Al acercarse a la celebración de otra Navidad de Jesús, se hace inevitable preguntar, una vez más, cómo los cristianos deben vivir este tiempo con una más clara conciencia, una más comprometida profundización en el misterio inefable de un Dios que se hace humano para que -como dice San Agustín- “el humano se haga divino”. Preguntar quién y no qué se celebra. Preguntar el significado de un pesebre todavía hoy. Preguntar el sentido de la ya surtida expresión “espíritu de navidad”. Las preguntas que para los que creen en Jesús, encuentran respuestas en la Palabra de Dios recordada por el Apóstol Pablo a los Gálatas.

1.-   Los siempre repetidos refranes “espíritu de la Navidad” o “alegrías de la Navidad“. Calles intransitables, tiendas concurridas, intercambio casi obligatorio de regalos – en general, si no inútiles, quien sabe por mero oportunismo: “Doy para que me des”. Árboles de navidad de “hace de cuenta” repletas de baratijas; de los obesos “papas noeles” navegando con sus trineos en nieve que no cae… Sociedad neta, sin valores absolutos Tiempos del “pensamiento débil” y de post-verdad. Consumo excesivo y deseos insaciables. Con eso y más la irritante insistencia de los modernos medios de comunicación, van profundizando en el ser humano una mentalidad formada a la luz criterios y valores impuestos por el ensordecedor volumen de la publicidad, sofocados por el exceso de ofertas. Para alguien que se dice seguidor de Jesús, sería éste, entonces, el verdadero “espíritu de Navidad” o la “alegría de la Navidad”?

2.-   Tiempo de santa expectativa y profunda preparación. Sabiamente somos invitados por la Iglesia a vivir un tiempo precioso de espera y consecuentemente, de preparación. Es el tiempo del Adviento que, simultáneamente significa espera y llegada. Este año, tiene su inicio el primer domingo de diciembre – 02/12. “El tiempo de Adviento tiene doble característica: siendo un tiempo de preparación para las solemnidades de la Navidad, en que se conmemora la primera venida del Hijo de Dios entre los hombres, es, también, un tiempo en que, por medio de este recuerdo, los corazones para la espera de la segunda venida de Cristo al final de los tiempos. Por este doble motivo, el tiempo del Adviento se presenta como un tiempo de piadosa y alegre expectativa “(Normas sobre el Año Litúrgico – CNBB). Nosotros, que queremos ser fieles seguidores de Jesús, veamos algunas actitudes a tomar en este tiempo de espera. 2.1.  Vacíate. Relativizar lo más posible todo aquello que arriba buscamos mostrar lo que se puede entender por “espíritu de la Navidad”. De muchas cosas o tradiciones ya no conseguiremos huir, dados las costumbres, las relaciones familiares y de amistad, etc. Fundamental es ir vaciando el corazón de los deseos inútiles, de las superficialidades, de todo lo que, a la luz de la fe, pueda ser relativo y dispensable. Se trata de un proceso de vaciamiento de tantas inutilidades, del golpe de tanta oscuridad para que, poco a poco dejemos lo esencial, dejemos en nosotros solo la Luz que no se apaga.2.2.  Dejarte iluminar. “El pueblo que andaba en la oscuridad vio una gran luz, para los que habitaban las sombras de la muerte, una luz resplandeció” (Is 9,1, Mt 4,16). Aunque no siendo un objeto litúrgico, la tradicional Corona del Adviento, con sus cuatro velas, nos ayudan a recordar durante este tiempo que estamos invitados a dejarnos iluminar por la “gran luz” que es la llegada de Cristo en la Navidad. Para ello debemos identificar cuáles son las tinieblas que existen en nuestra vida – pecados, omisiones, incoherencias, ingratitudes, etc. – y, poco a poco, ir dejando entrar la luz de Jesús. Es necesario que durante todo ese tiempo abramos el corazón a la esperanza de una llegada como aquella que vivimos, cuando esperamos un amigo querido o un predilecto hermano. La primera vela de ser encendida, es la de color verde, símbolo de la esperanza. 3.-  Tiempo de celebración. De una más consciente preparación, dependerá una más auténtica y provechosa celebración. De un tiempo de Adviento más conscientemente vivido, será la Navidad más divina y humanamente celebrada. Divinamente porque por amor, Dios vino a ser un “Dios con nosotros” (Mt 1,23). Humanamente porque ese “Dios con nosotros” se hace hombre como toda criatura humana. Creo que mejor que mis limitadas reflexiones, nos pueden ayudar a celebrar santamente esta Navidad, algunos fragmentos de la homilía de Navidad de 2001 del Papa Francisco cuando aún siendo Arzobispo de Buenos Aires, en la Navidad de 2001. Asunto de la homilía: “Una luz que es la esperanza del Pueblo de Dios”. Los invito a reflexionar con atención de sus momentos tan oportunos en este momento de preparación de Adviento y de celebración de la Navidad de Jesús:

“El pueblo que camina entre las tinieblas vio una gran luz.” Profecía de Isaías que promete, en medio de las tinieblas, una gran luz, una luz que es la esperanza del Pueblo de Dios, una luz que fundamenta su fe, su fidelidad a Dios Que es una de las más importantes de la historia de la humanidad, y que se ha convertido en una de las más antiguas del mundo. , dice: “Nada es imposible para Dios”, y ella creyó y se encargó de la esperanza. Encargó de la esperanza, José cuando, percibiendo los signos de la maternidad y habiendo decidido dejarla en secreto, escucha la voz del Ángel y la que se ha convertido en una de las más antiguas del mundo y nos pide que ante este Niño que es la luz que ilumina las tinieblas, que es la esperanza prometida, nos encarguemos como se encargaron a ellos dos, nos encargamos de la esperanza creyendo que para Dios nada es imposible, nos encargamos en medio de la desolación y la destrucción de las puertas cerradas. Colocar nuestro esfuerzo y nuestra actividad para construir. Se nos pide que nos encarguemos de nuestros ancianos, que son la esperanza de un pueblo porque son sabiduría; nos encarguemos de nuestros niños a los que esta civilización del consenso y de nivelar por debajo de los “tritura”, les quita la fe. Encargarnos de la esperanza es caminar junto a Jesús en los momentos más oscuros de la cruz, en los momentos en que las cosas no se explican y no sabemos cómo van a continuar… “. Y casi terminó su la esperanza: nos encargamos de esta esperanza, de trabajo; rezando, adorando a Dios, luchando, La homilía: “Encarguémonos de la esperanza. Eso es lo que quiero pedir esta noche, así simplemente. Jesús es bajando los brazos, buscando aquellos a quienes se cerraron las puertas para abrirle otras, encontrando a nuestros ancianos que hoy sufren tanto y pedirles sabiduría. Cuidando a los niños… “.

 

Termino en comunión con nuestro providencial y querido Papa Francisco, elegido por el Divino Espíritu Santo para ser el protagonista en la implantación de un nuevo tiempo de Iglesia, una nueva Navidad para el Pueblo de Dios, nacida y renacida esta Iglesia en el Evangelio de Jesús: “Jesucristo, el único que da esperanza y no engaña”. Encarguémonos de Jesucristo, de esa esperanza con todas las consecuencias, como se encargaron María y José.

 

Y en esta última carta mensual del año 2018, no podía dejar de agradecer muy cordialmente al querido amigo Asesor Eclesiástico Nacional del MCC de Brasil, el P. Francisco Bianchin – “Padre Xiko” – que me encargó  seguir escribiendo en su nombre y por el Movimiento de Cursillos. Al iniciarse a comienzos del próximo año, el ejercicio de una nueva Coordinación Nacional del MCC de Brasil, entrego la misión recibida en manos de su nuevo Asesor Eclesiástico

Finalmente, agradeciendo a Dios Padre Donante de todos los dones por haber llegado al final de otro año y, aún, por el paso de los 60 años de mi parte de mi parte inmerecida – ministerio sacerdotal, implorando sobre todos mis queridos y pacientes lectores y la protección de María, Madre de la Esperanza, y de lo más íntimo de mi corazón, a todos deseo una santa preparación en el Adviento y una celebración de Navidad de Jesús llena de alegría y de muchos frutos para el próximo año 2019.

P. José Gilberto BERALDO

Equipo sacerdotal do GEN MCC Brasil

E-mail: jberaldo79@gmail.com

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