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Secretário-geral da CNBB oferece texto-base da Campanha da Fraternidade ao ministro da Segurança Pública

Secretário-geral da CNBB oferece texto-base da Campanha da Fraternidade ao ministro da Segurança Pública

Dom Leonardo Steiner, secretário-geral da CNBB, recebeu na tarde desta sexta-feira, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann. A pedido do ministro, a audiência foi realizada na sede provisória da Conferência na Asa Norte, em Brasília (DF). O encontro durou mais de meia hora e secretário e ministro tiveram uma conversa privada. Durante a conversa, dom Leonardo presenteou o ministro com um exemplar do text-base da Campanha da Fraternidade 2018 que trata da superação da violência. No final do encontro, os dois atenderam os jornalistas.

Raul Jungamann disse que “Eu vim aqui fazer uma visita ao secretário-geral da CNBB, entidade que que tem a porta onde eu bati muitas vezes no passado, quando era ministro da Reforma Agrária, por exemplo. E vim à ele solicitar para que ele pudesse, e, evidentemente a CNBB, nos ajudar com sugestões, com críticas, com propostas para que a gente pudesse reduzir a insegurança e a violência que o Brasil vive“.

O ministro recordou os compromissos públicos manifestado pelo episcopado brasileiro para com esse tema e essa realidade: “A CNBB tem uma preocupação histórica com a vida, com a defesa da vida que é um bem sagrado. E a CNBB tem sido sempre uma grande parceira em todas grandes questões sociais e também morais do Brasil“. O ministro anunciou: “em breve, espero estar convidando a CNBB e também as demais confissões para que elas, na medida de suas disponibilidades e possibilidades, possam nos ajudar nessa caminhada rumo a paz e rumo à segurança e a vida“.

Campanha da Fraternidade

Jungmann reconheceu a importância dos estudos e do compromisso da Igreja expressados no texto-base da Campanha da Fraternidade deste ano de 2018 que trata da superação da violência: “ganhei este livro aqui que trata da Campanha da Fraternidade deste ano que destaca exatamente a superação da violência. Então, será também um texto que nos ajudará muito com a visão da Igreja Católica a respeito de como superar a violência que é um desejo de todos nós“.

Dom Leonardo disse que ele o ministro também conversaram sobre a necessidade de retomar os valores que regem a vida de uma sociedade. Ele disse que falaram também na necessidade de se”investir na cultura, no esporte pois tudo isso ajuda na superação da violência“. O secretário-geral afirmou ainda que conversaram sobre a questão do desarmamento, do estatuto do desarmamento e a questão da maioridade penal: “coloquei a posição da CNBB sobre essas questões e também falamos sobre a Campanha da Fraternidade“.

“Nós somos os primeiros, como Igreja Católica, a querer superar a violência para que haja uma vida mais harmônica”, disse dom Leonardo. Lembrou que, com esforço de todos, em se comprometer com a superação da violência, podemos ter uma convivência  mais “humana, isto é, de respeito de direitos, de poder ir e vir, mas também de poder se expressar publicamente e ter diálogo“.

Fonte: CNBB

SPC lança campanha beneficente “Ordinary Heroes”

SPC lança campanha beneficente “Ordinary Heroes”

Ao retornar à Itália a camiseta será leiloada e todos os recursos serão doados ao Óbolo de São Pedro para a realização de obras de caridade.

Cidade do Vaticano

A Secretaria para a Comunicação (SPC) lançou, na manhã desta quinta-feira (08/02), na Filmoteca Vaticana, a campanha beneficente internacional “Ordinary Heroes” (Heróis comuns), a favor das obras caritativas do Óbolo de São Pedro.

A iniciativa foi apresentada hoje pelo substituto dos assuntos gerais da Secretaria de Estado, Dom Angelo Becciu, e pelo prefeito da Secretaria para a Comunicação (SPC), Mons. Dario Edoardo Viganò. Trata-se da viagem de uma camiseta que será autografada por personalidades do mundo do esporte, entretenimento e cultura antes de ser leiloada.

O primeiro a assinar a camiseta foi o renomado ex-jogador de futebol Francesco Totti que, num vídeo, nomeou Diego Armando Maradona, estabelecendo a passagem através das redes sociais entre Vaticano e Argentina.

A camiseta retrata um dos murais de Mauro Pallotta feitos na rua Borgo Pio, em Roma, onde o Papa Francisco é o protagonista.

Ao retornar à Itália a camiseta será leiloada e todos os recursos serão doados ao Óbolo de São Pedro para a realização de obras de caridade.

“Ordinary Heroes” tem como objetivo evidenciar a normalidade extraordinária de todos os dias representada por gestos simples e concretos caracterizados pela solidariedade, altruísmo e respeito pelos outros.

Promotores e participantes da iniciativa deverão envolver o público nessa iniciativa, através do próprio Facebook e Instagram.

A evolução o projeto será acompanhada pelo Vatican News, Radio Vaticana Itália e RTL 102,5.

Fonte: Vatican News

Frei Demerval: leigos se sintam corresponsáveis na missão Igreja

Frei Demerval: leigos se sintam corresponsáveis na missão Igreja

O religioso mercedário recorda que este 2018 estamos celebrando no Brasil o Ano do Laicato, em que se busca também que os leigos se sintam corresponsáveis na missão da Igreja.

Raimundo de Lima – Cidade do Vaticano

Amigo ouvinte, o quadro “Nova Evangelização e Concílio Vaticano II” continua ouvindo nossos bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas trazendo-nos a realidade eclesial de suas comunidades onde atuam em meio do povo de Deus.

2018 Ano do Laicato no Brasil

Hoje temos a participação de Frei Demerval Reis Soares Filho, amazonense, religioso da Ordem dos Padres Mercedários, pároco da Paróquia de Nossa Senhora da Luz, na Pituba, em Salvador. Nosso convidado é também responsável pela Secretaria de Pastoral da província mercedária no Brasil.

Partilhando conosco sua experiência a partir das várias realidades nas quais tem atuado no exercício de seu ministério sacerdotal, Frei Demerval nos fala, na esteira das intuições e desafios pastorais apresentados pelo Concílio Vaticano II, sobre a necessidade de revisitar a liturgia, que se pede, esteja dentro da realidade na qual se celebra. Fala-nos também da celebração na língua vernácula (na própria língua) como uma conquista do Vaticano II.

Cita igualmente a questão eclesiológica da “Igreja povo de Deus”, que ainda está muito dividida entre clero e povo e recorda o fato de estamos celebrando este 2018 no Brasil o Ano do Laicato, em que se busca também que os leigos se sintam corresponsáveis na missão da Igreja. Vamos ouvir (ouça na íntegra clicando aima).

Fonte: Vatican News

Papa: o pecador pode se tornar santo; o corrupto, não

Papa: o pecador pode se tornar santo; o corrupto, não

Na missa celebrada na Casa Santa Marta, o Papa Francisco falou de Davi e Salomão e advertiu para os riscos do “enfraquecimento do coração”.

Cidade do Vaticano – 

Davi é santo, mesmo que tenha sido um pecador. O grande Salomão é um corrupto e o Senhor o rejeitou. O Papa Francisco concentrou a sua homilia desta quinta-feira (08/02), na capela da Casa Santa Marta, sobre este aparente paradoxo.

A leitura proposta pela liturgia, extraída do primeiro Livro dos Reis, fala de Salomão e de Davi. “Ouvimos algo um pouco estranho”, comentou o Papa: “o coração de Salomão não permaneceu íntegro com o Senhor, seu Deus, como o coração de Davi, seu pai”. E explica que é estranho porque de Salomão não conhecemos que tenha cometido grandes pecados, era sempre equilibrado, enquanto de Davi sabemos que teve uma vida difícil, que foi um pecador.

E mesmo assim Davi é santo e de Salomão se diz que o seu coração se “desviou do Senhor” para seguir outros deuses. Ele que havia sido louvado pelo Senhor quando pediu a prudência para governar ao invés das riquezas. Como se explica isso, se questionou o Papa. É porque Davi sabe que pecou e toda vez pede perdão, enquanto Salomão, de que todos falavam bem e que também a Rainha de Sabá quis encontrá-lo, tinha se afastado do Senhor, mas sem perceber.

E aqui está o problema do enfraquecimento do coração. Quando o coração começa a se enfraquecer, não é como uma situação de pecado: você comete um pecado e percebe imediatamente: “Eu cometi este pecado”, é claro. O enfraquecimento do coração é um caminho lento, que escorrego pouco a pouco, pouco a pouco, pouco a pouco… E Salomão, adormecido na sua glória, na sua fama, começou a percorrer este caminho.

Paradoxalmente, “é melhor a clareza de um pecado do que o enfraquecimento do coração”, afirmou Francisco, o grande Rei Salomão “acabou corrupto: tranquilamente corrupto, porque seu coração tinha se enfraquecido.”

E um homem e uma mulher com o coração fraco, ou enfraquecido, é uma mulher, um homem derrotado. Este é o processo de muitos cristãos, muitos de nós. “Não, eu não cometo pecados graves.” Mas como é o seu coração? É forte? Permanece fiel ao Senhor ou você escorrega lentamente?

O drama do enfraquecimento do coração pode acontecer a todos nós na vida. Que fazer então? E Francisco respondeu: “Vigiar. Vigiar o seu coração. Vigiar. Todos os dias, estar atento ao que acontece no seu coração” e depois concluiu:

Davi é santo. Era pecador. Um pecador pode se tornar santo. Salomão foi rejeitado porque era corrupto. Um corrupto não pode se tornar santo. E à corrupção se chega por aquele caminho do enfraquecimento do coração. Vigilância. Todos os dias vigiar o coração. Como é o meu coração, a relação com o Senhor. E saborear a beleza e a alegria da fidelidade.

Ouça aqui a reportagem completa

Fonte: Vatican News

Papa: acolher as vítimas do tráfico humano com misericórdia

Dia Mundial de Oração e Reflexão contra o Tráfico Humano celebrado no Vaticano com inúmeras iniciativas do Papa e da Santa Sé.

Cidade do Vaticano –

“Com espírito de misericórdia, acolhamos as vítimas do tráfico de pessoas e aqueles que fogem da guerra e da fome”: esta é a mensagem no Twitter com a qual o Papa Francisco recorda hoje a celebração do Dia Mundial de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Pessoas.

Trata-se da quarta edição de uma iniciativa proposta aos fiéis pelo próprio Papa Francisco, no dia em que a Igreja recorda a memória da Santa Josefina Bakhita, que também ela sofreu em primeira pessoa os dramas do tráfico e da escravidão.

Ao instituir este Dia, o Pontífice confiou sua organização à União das Superioras Gerais, de modo especial à rede das religiosas contra o tráfico, Talitha Kum.

A coordenadora, Ir. Gabriella Bottani, concedeu uma entrevista ao Vatican News. Ela comenta a escolha do tema deste ano – migração e tráfico de pessoas – e as palavras do Pontífice pronunciadas na Audiência Geral da quarta-feira (07/02), em que Francisco pede a conversão dos traficantes:

Ouça a entrevista com a Ir. Gabriella Bottani

Grupo Santa Marta

Outra iniciativa do Papa Francisco para combater a chaga social do tráfico humano foi a criação do chamado “Grupo Santa Marta”, que dá início às atividades de 2018 reunindo-se hoje e amanhã na Casina Pio IV, no Vaticano. Do Brasil, participa a Ir. Rosita Milesi MSCS, presidente do Instituto Migrações e Direitos Humanos, representando o Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM). Já a brasileira Ir. Marinês Biasibetti representa a Comissão Episcopal para Migrantes Refugiados e Deslocados da Igreja em Moçambique.

Este grupo, criado três anos atrás, é liderado pelo arcebispo de Westminster e presidente da Conferência Episcopal da Inglaterra e Gales, cardeal Vicent Nichols, com a participação de instituições policiais, além de bispos, sacerdotes e consagrados que lutam contra o tráfico.

Na segunda-feira, o Papa concede uma audiência aos promotores do Dia Mundial de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Pessoas e expoentes do Grupo Santa Marta.

Fonte: Vatican News

Católicos e Ortodoxos relembram dois anos do encontro entre o Papa e Kirill

Conferência será em Viena, de 10 a 12 de fevereiro, e abordará a situação dos cristãos na Síria. Na visão comum, os cristãos não são apenas vítimas da longa guerra, mas de uma verdadeira perseguição religiosa.

Cidade do Vaticano

Há dois anos do encontro em Havana entre o Papa Francisco e o Patriarca ortodoxo Kirill, representantes da Igreja Ortodoxa russa e do Vaticano vão se reunir em Viena, na Áustria, de 10 a 12 de fevereiro, para relembrar o evento e a assinatura da Declaração Comum.

Cristãos vítimas da guerra e perseguidos

A situação dos cristãos na Síria será o principal tema do encontro, organizado pelo bispo Metropolita Hilarion de Volokolamsk e o Cardeal Kurt Koch, Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos.

“ Os cristãos não são apenas vítimas da longa guerra, mas de uma verdadeira perseguição religiosa ”

Após o encontro entre Francisco e Kirill em 2015, foi realizado um trabalho conjunto entre as duas Igrejas que continua ainda hoje e que concretamente levou mais de 40 toneladas de ajudas humanitárias à população síria.

Esforço ecumênico e ajuda humanitária

Em Viena, será apresentado um catálogo ilustrado com informações sobre os templos cristãos destruídos no território sírio. Cerca de 120 igrejas sofreram danos no conflito.

A conferência será a última de uma série com o objetivo de formalizar os compromissos assinados em Havana. Alguns dos mais importantes foram o 5º Fórum europeu ortodoxo-católico de Paris, dedicado ao tema do terrorismo, e a Cúpula mundial em defesa dos cristãos perseguidos no Oriente Médio, realizada em Washington em maio passado. Deste evento, com mais de 600 representantes de Igrejas de 136 países, participaram o arcebispo de Washington, Cardeal Donald Wuerl, e membros do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos. 

Fonte: Vatican News

Igreja propõe “revolução pastoral” diante dos desafios da família, diz Dom Paglia

Diante da complexidade da situação social e cultural, a Igreja realiza uma “revolução pastoral”, afirmou o arcebispo Vincenzo Paglia no encontro sobre a família realizado em Assis.

Cidade do Vaticano

“A Família, primeira comunidade cristã, escola de vida e de fé dos jovens” é o tema do Simpósio da Associação Nacional Párocos e Vigários Paroquiais da Itália e Albânia da Ordem dos Frades Menores, realizado esta terça-feira, 06/02, na cidade de Assis.

“A família é desejada, mas é frágil. À crescente necessidade de ligações significativas para a vida, corresponde uma dificuldade das pessoas de ligarem-se entre si. Parece que homens e mulheres tornaram-se incapazes de completarem-se mutuamente”, disse em seu pronunciamento o presidente da Academia para a Vida e Grão Chanceler do Pontifício Instituto João Paulo II para as Ciências do Matrimônio e da Família, Dom Vincenzo Paglia.

E qual a resposta da Igreja diante deste quadro?, pergunta o arcebispo.

“Ao considerar a complexidade da situação social e cultural, ela realiza uma ‘revolução pastoral’”, responde.

“A pergunta que deveríamos nos fazer não é sobre a doutrina, mas sobre a realidade com a qual nos deparamos: o que fazer na complexidade das histórias de vida que, de diversas maneiras, entram em contradição com ela?”.

A Amoris Laetitia – observou – pede à Igreja uma “mudança de passo” no acolher e no olhar, com “misericórdia”, a situação da família. Não há uma mudança de doutrina, mas um “atento discernimento” ao considerar esta complexidade.

“O capítulo VIII – entre as partes mais esperadas da Exortação papal – constitui um convite à misericórdia e ao discernimento pastoral, diante de situações que não respondem plenamente àquilo que o Senhor propõe. O Papa exorta a assumir o olhar de Jesus e o estilo de Deus expressos claramente nas suas palavras, nos seus gestos, nos seus encontros”.

A missão dos sacerdotes é a do acompanhamento neste percurso eclesial de conversão e integração. “Portanto, nada de “faça por sua conta”, para ninguém, advertiu.

Dom Paglia considera que a Igreja não pode apresentar-se como um Tribunal, ou um Ministério Público de acusação, para julgar os cumprimentos e descumprimentos da lei, sem levar em consideração as dolorosas circunstâncias da vida e o interior resgate das consciências.

A Igreja é empenhada pelo Senhor a ser corajosa e forte, precisamente na proteção dos fracos, “em cuidar as feridas dos pais e das mães, dos filhos e dos irmãos; a começar por aqueles que se reconhecem prisioneiros de suas culpas e desesperados por terem fracassado em suas vidas”.

(Ansa)

Fonte: Vatican News

Papa na Quaresma: oração, esmola e jejum contra os falsos profetas

Divulgada a Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2018: um convite a todos os fiéis a voltarem ao Senhor.

Cidade do Vaticano –

Oração, esmola e jejum: este é o convite do Papa Francisco contido na mensagem para a Quaresma deste ano.

O texto, publicado esta terça-feira, foi inspirado no Evangelho de Mateus “Porque se multiplicará a iniquidade, vai resfriar o amor de muitos” (Mt 24, 12).

Esta frase situa-se no discurso que trata do fim dos tempos, pronunciado em Jerusalém, no Monte das Oliveiras, precisamente onde terá início a paixão do Senhor. Dando resposta a uma pergunta dos discípulos, Jesus anuncia uma grande tribulação e descreve a situação em que poderia encontrar-se a comunidade dos fiéis: diante de fenômenos espaventosos, alguns falsos profetas enganarão a muitos, a ponto de ameaçar apagar-se, nos corações, o amor que é o centro de todo o Evangelho.

Falsos profetas

O Papa Francisco adverte para as inúmeras formas que os falsos profetas podem assumir. Podem ser “encantadores de serpentes”, ou seja, aproveitam-se das emoções humanas para escravizar as pessoas e levá-las para onde querem.

“Quantos homens e mulheres vivem fascinados pela ilusão do dinheiro, quando este, na realidade, os torna escravos do lucro ou de interesses mesquinhos! Quantos vivem pensando que se bastam a si mesmos e caem vítimas da solidão!”

Outros falsos profetas são aqueles “charlatães” que oferecem soluções simples e imediatas para todas as aflições, mas são remédios que se mostram completamente ineficazes: droga, relações passageiras e virtuais, lucros fáceis mas desonestos.

“Estes impostores, ao mesmo tempo que oferecem coisas sem valor, tiram aquilo que é mais precioso como a dignidade, a liberdade e a capacidade de amar.”

Por isso, escreve o Pontífice, cada um de nós é chamado a discernir e verificar se está ameaçado pelas mentiras destes falsos profetas. Essas mentiras acabam apagando o amor. A própria criação é testemunha silenciosa deste resfriamento: “a terra está envenenada por resíduos lançados por negligência e por interesses; os mares, também eles poluídos, devem infelizmente guardar os despojos de tantos náufragos das migrações forçadas; os céus – que, nos desígnios de Deus, cantam a sua glória – são sulcados por máquinas que fazem chover instrumentos de morte”.

Que fazer?

Neste tempo de Quaresma, diante desses sinais de resfriamento, a Igreja oferece o remédio da oração, da esmola e do jejum.

Dedicando mais tempo à oração, possibilitamos ao nosso coração descobrir as mentiras secretas com que nos enganamos a nós mesmos para procurar finalmente a consolação em Deus.

A prática da esmola liberta-nos da ganância e ajuda-nos a descobrir que o outro é nosso irmão. “Como gostaria que a esmola se tornasse um verdadeiro estilo de vida para todos!”

Por fim, o jejum tira força à nossa violência, desarma-nos, constituindo uma importante ocasião de crescimento. Por um lado, permite-nos experimentar o que sentem quantos não possuem sequer o mínimo necessário.

Na mensagem, o Papa expressa o desejo de que a sua voz ultrapasse as fronteiras da Igreja Católica, alcançando todos os homens e mulheres de boa vontade

O fogo da Páscoa

Por fim, Francisco cita a iniciativa “24 horas para o Senhor”, que convida a celebrar o sacramento da Reconciliação num contexto de adoração eucarística. Em 2018, será celebrada nos dias 9 e 10 de março, inspirando -se nestas palavras do Salmo 130: “Em Ti, encontramos o perdão”. Em cada diocese, pelo menos uma igreja ficará aberta durante 24 horas consecutivas, oferecendo a possibilidade de adoração e da confissão sacramental.

“Ouvir a palavra do Senhor e alimentar-nos do Pão Eucarístico permitirá que o nosso coração volte a inflamar-se de fé, esperança e amor.”

Ouça a reportagem

Fonte: Vatican News

Papa Francisco: ensinar a adorar em silêncio

Aprender desde agora a adorar, que é o que faremos no Céu: a oração de adoração foi o tema central da homilia do Papa Francisco na Missa celebrada esta manhã na Casa Santa Marta.

Cidade do Vaticano –

Ir em frente, no caminho em subida, rumo à oração de adoração, com a memória no coração da eleição e da aliança. Este foi o convite que o Papa Francisco dirigiu esta manhã na homilia da Missa celebrada na Casa Santa Marta.

A reflexão partiu da Primeira Leitura do dia (1Re 8,1-7.9-13), na qual se narra que o rei Salomão  convoca o povo para subir ao Templo, para fazer entrar a arca da aliança do Senhor.

Um caminho em subida que, portanto, nem sempre é fácil. Uma subida para levar a aliança, durante a qual o povo carregava consigo a própria história, “a memória da eleição”.

Carregava duas tábuas de pedra, nuas, assim como tinham sido dadas por Deus – destacou o Papa –, “não como este povo tinha aprendido dos escribas”, que a tinham “barroquizada”, a tornaram barroca “com tantas prescrições”.

“A Aliança nua: eu o amo e você me ama”: o primeiro mandamento, amar a Deus e, segundo, amar ao próximo. Na arca, de fato, não havia nada senão duas tábuas de pedra.

Então, introduziram a arca no santuário, e assim que os sacerdotes saíram do lugar santo, a nuvem encheu o templo do Senhor.

Então o povo entrou em adoração: “dos sacrifícios que faziam no caminho em subida ao silêncio, à humilhação da adoração”.

“Tantas vezes penso – disse o Papa – que nós não ensinamos o nosso povo a adorar”: 

“Sim, os ensinamos a rezar, a cantar, a louvar a Deus, mas a adorar…. A oração de adoração, esta que nos prostra sem nos prostrar: a prostração da adoração nos dá nobreza e grandeza. E aproveito, hoje, vocês, com tantos párocos de recente nomeação, para dizer: mah, ensinem o povo a adorar em silêncio, adorar”.

A exortação do Papa é portanto, para aprender, a partir de agora, aquilo que faremos no Céu: a oração de adoração.

Mas, somente, podemos chegar lá com a memória de termos sido eleitos, de ter dentro do coração uma promessa que nos impele a seguir e com a aliança nas mãos e no coração. E sempre em caminho: caminho difícil, caminho em subida, mas em caminho rumo à adoração”

Diante da glória de Deus as palavras desaparecem, não se sabe o que dizer, observa Francisco.

Na liturgia de amanhã, Salomão, de fato, durante a adoração, consegue dizer somente duas palavras: “Escuta e perdoa”.

O Papa, ao concluir, convida a “adorar em silêncio, com toda a história que trazemos, e pedir: “Escuta e perdoa”:

“Nos fará bem hoje, tomar um pouco de tempo em oração, com a memória de nosso caminho, a memória das graças recebidas, a memória da eleição, da promessa,  da aliança e procurar se elevar, rumo à adoração, e em meio à adoração, com muita, humildade dizer somente esta pequena oração: “Escuta e perdoa””.

Papa fala sobre a oração de adoração!

Fonte: Vatican News